GPA assina contrato para vender à RD Saúde participação na Stix, por R$ 23 milhões
Objetivo é 'concentrar esforços e recursos em suas atividades principais, 'preservando, durante o período de transição, os benefícios do Programa Stix para seus clientes', diz comunicado
O Grupo Pão de Açúcar (GPA) assinou um contrato com a RD Saúde para a venda da sua participação societária na Stix Fidelidade e Inteligência, correspondente a 66,67% do seu capital social, por R$ 23 milhões. Dessa forma, a RD passa a deter 100% da empresa, encerrando a joint venture societária formada com a GPA na Stix.
O valor será pago em duas parcelas: R$ 2,3 milhões na data da assinatura e R$ 20,7 milhões na data do fechamento da operação. A conclusão está sujeita ao cumprimento de condições como a aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
Caso a transação seja concluída, o GPA, a Stix e a RD Saúde celebrarão um instrumento particular para estabelecer um período de transição, com o objetivo de preservar a experiência dos clientes nas lojas da companhia. Durante esse período, o GPA e a RD manterão o Programa Stix em condições operacionais equivalentes às praticadas atualmente, incluindo a possibilidade de acúmulo e resgate de pontos pelos clientes do GPA.
Segundo o grupo, a operação está alinhada à sua estratégia de gestão de portfólio e alocação de capital. "O encerramento da joint venture permitirá ao GPA concentrar esforços e recursos em suas atividades principais, preservando, durante o período de transição, os benefícios do Programa Stix para seus clientes", disse a companhia em comunicado.
Já a RD destacou, também em comunicado, que será importante manter a parceria com o GPA, em razão da relevância estratégica para a coalizão e para seus respectivos clientes.
No início de maio, o GPA concluiu a renegociação de sua dívida com credores no âmbito da recuperação extrajudicial, em um movimento que reduz a pressão de caixa no curto prazo e melhora o perfil financeiro da companhia.
O acordo contou com a adesão de 57% dos credores não operacionais, acima do mínimo legal, e inclui dois anos de carência, alongamento relevante de prazos e redução do custo financeiro.
Com a operação, o GPA estima uma redução de mais de R$ 2 bilhões no endividamento e um alívio de caixa superior a R$ 4,5 bilhões nos próximos anos, ampliando a previsibilidade financeira e a capacidade de execução.
A reestruturação envolve cerca de R$ 4,6 bilhões em dívidas e foi estruturada em três frentes, combinando alongamento, conversão em capital e desconto para parte dos credores.
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