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Governo Trump está aprimorando medidas para aliviar escassez de carne bovina nos EUA, diz Casa Branca

12 mai 2026 - 11h23
(atualizado às 14h19)
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O governo Trump está "aprimorando" possíveis decretos ‌presidenciais com o objetivo de reduzir os preços da carne bovina no mercado interno, disse uma autoridade da Casa Branca nesta terça-feira, após o atraso na assinatura de medidas que eram esperadas para segunda-feira.

Trump vinha considerando decretos para permitir o aumento das importações ⁠de carne bovina para os EUA e apoio governamental adicional para ‌ajudar os pecuaristas a reconstruir o rebanho bovino norte-americano, que caiu para o nível mais baixo em 75 anos.

"O presidente está ‌comprometido em reduzir os custos da carne ‌bovina e de outros alimentos para os americanos no ⁠dia a dia, e o governo está, portanto, aprimorando possíveis decretos para aliviar a escassez temporária no mercado interno de carne bovina", disse a autoridade da Casa Branca em um comunicado enviado por e-mail.

Os preços da carne bovina têm se mantido próximos a recordes ‌históricos, apesar da queda nos preços de outros produtos básicos nos ‌últimos meses, como ovos ⁠e leite. A ⁠carne bovina está mais de 16% mais cara do que quando Trump retornou ⁠ao cargo em janeiro de ‌2025, tornando-se um símbolo ‌da inflação persistente para os consumidores norte-americanos, especialmente com a chegada da temporada de churrascos no verão.

Os contratos futuros de gado vivo para junho na Bolsa de Chicago subiam 0,6% ⁠no meio da manhã de terça-feira, enquanto os contratos de gado para engorda para agosto caíram 0,6%.

As tentativas anteriores de Trump de reverter a alta dos preços da carne bovina, reduzindo as tarifas sobre os principais exportadores, ‌Brasil e Argentina, não impediram sua escalada em meio à persistente escassez.

O rebanho bovino dos EUA está no menor nível desde 1951, ⁠enquanto a demanda aumentou com a população norte-americana, que mais que dobrou desde então. Os pecuaristas reduziram drasticamente seus rebanhos nos últimos anos devido a uma seca persistente que queimou pastagens e aumentou os custos de alimentação. Os altos preços do gado também incentivaram os pecuaristas a venderem seus animais para abate, em vez de os manterem para reprodução.

O Departamento de Agricultura dos EUA projetou que o país importará um recorde de 5,8 bilhões de libras de carne bovina este ano, um aumento de cerca de 6% em relação a 2025 e 25% em relação a 2024.

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