Governo prevê aporte de R$6 bi nos Correios em 2027
O governo incluirá um aporte de R$ 6 bilhões aos Correios no Orçamento de 2027 para apoiar a recuperação da estatal e retomar sua rentabilidade, descartando a privatização. A medida visa dar estabilidade à empresa, que teve prejuízo de R$ 2,4 bilhões no segundo trimestre e lida com aumento de custos e concorrência. O plano também abrange operações de crédito com garantia da União, incluindo R$ 12 bilhões já concluídos e R$ 7 bilhões em negociação avançada.
A proposta orçamentária do próximo ano incluirá um aporte de R$6 bilhões aos Correios como parte de um plano de recuperação da empresa, informou o governo neste domingo.
Segundo comunicado, os recursos têm como objetivo dar aos Correios "maior estabilidade para seguir negociando com seus clientes e fornecedores", enquanto implementa seu plano de reestruturação e busca retomar a rentabilidade.
Assinada pela ministra da Gestão, Esther Dweck, pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, e pelo ministro das Comunicações, Frederico Siqueira Filho, a nota acrescenta que o apoio de liquidez tem sido fundamental para a empresa melhorar suas operações e fortalecer seu perfil de dívida.
O projeto de Lei Orçamentária de 2027 será enviado ao Congresso na segunda-feira.
Os Correios informaram no sábado prejuízo líquido de R$2,4 bilhões no segundo trimestre, uma redução de 5,5% em relação ao mesmo período do ano anterior.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição em outubro, afirmou recentemente que o governo pretende recuperar, e não privatizar, os Correios, que vêm registrando prejuízos há vários trimestres consecutivos.
A empresa aprovou no ano passado um plano de reestruturação para reforçar sua liquidez de curto prazo e já concluiu operações de crédito somando R$12 bilhões com garantia da União.
Os Correios informaram no sábado que estão em estágio avançado de negociação de uma nova operação de crédito de aproximadamente R$7 bilhões, também com garantia do governo federal.
A companhia citou como desafios para seus resultados a queda das receitas dos serviços postais tradicionais, o aumento dos custos operacionais, passivos judiciais herdados de períodos anteriores, a intensificação da concorrência no segmento logístico e os custos de manutenção de uma rede nacional para prestação do serviço postal universal.
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