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Governo central tem superávit primário de R$4,839 bilhões em setembro com forte elevação de receitas

29 out 2026 - 09h35
(atualizado às 09h56)
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Resumo
Impulsionado pela alta de 13,6% nas receitas líquidas, como Imposto de Renda e exploração de recursos naturais, o governo central registrou superávit primário de R$ 4,839 bilhões em setembro, superando as projeções do mercado e revertendo o déficit do ano anterior. No acumulado de 2026 até o mês, o saldo segue negativo em R$ 90,155 bilhões, mantendo a necessidade de contingenciamento de recursos para que a equipe econômica atinja o piso da meta fiscal estipulada para o encerramento do ano.

O governo central registrou forte ‌elevação de receitas em setembro e alcançou no mês um superávit primário de R$4,839 bilhões, informou o Tesouro Nacional nesta quinta-feira, valor ligeiramente acima do esperado pelo mercado e melhor do que o saldo negativo de R$14,379 bilhões observado no mesmo ⁠mês de 2025.

Economistas consultados pela Reuters esperavam que o dado, ‌que compreende as contas de Tesouro, Banco Central e Previdência Social, fosse superavitário em R$4,650 bilhões no mês passado.

O ‌desempenho do mês é resultado de ‌receitas líquidas -- que excluem transferências para governos regionais -- de ⁠R$204,947 bilhões, um aumento real de 13,6% frente ao mesmo período de 2025, e despesas totais de R$200,108 bilhões, alta real mais modesta, de 2,4%.

Do lado das receitas, o resultado mensal foi impulsionado por uma elevação de R$7,3 bilhões em Imposto ‌de Renda, 13,1% acima de setembro de 2025, de R$5,7 ‌bilhões com exploração de ⁠recursos naturais, alta ⁠de 71,9%, além de altas expressivas em rubricas classificadas como outras receitas ⁠administradas e não administradas ‌pela Receita Federal.

Nas despesas, ‌houve em setembro altas de R$9,9 bilhões em créditos extraordinários na comparação com o mesmo mês de 2025, de R$2,1 bilhões nos desembolsos de benefícios previdenciários e R$1,3 bilhão ⁠em complementação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb).

No sentido oposto, houve um recuo de R$8,4 bilhões nos desembolsos com despesas discricionárias.

No acumulado de janeiro a setembro, o governo central registrou um ‌déficit primário de R$90,155 bilhões, contra déficit de R$100,267 bilhões no mesmo período de 2025. Em 12 meses, o governo ⁠acumula um déficit de R$49,5 bilhões, ou 0,38% do PIB.

A meta fiscal de 2026 é de superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), com tolerância de 0,25 ponto percentual, além de algumas despesas não contabilizadas.

O governo previu em setembro que fecharia o ano com um déficit de R$80,9 bilhões, saldo que iria a um déficit de R$13,6 bilhões após abatimento das exceções ao cálculo da meta fiscal. A projeção demandou um contingenciamento de verbas para que o resultado fiscal do ano vá a um déficit zero, piso da meta fiscal.

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