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Goldman vê manutenção de preços do diesel pela Petrobras após governo manter subsídios

27 out 2026 - 11h46
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Resumo
O Goldman Sachs prevê que a Petrobras manterá os preços do diesel estáveis até o fim do ano após o governo prorrogar os subsídios ao combustível por 30 dias. Mesmo com o valor da estatal cerca de 25% abaixo da paridade internacional, os incentivos federais a produtores e importadores reduzem a urgência de reajustes alinhados ao mercado externo. O banco reiterou sua recomendação de compra para as ações da petroleira.

O Goldman Sachs prevê que a Petrobras deverá manter os preços do diesel vendido a distribuidoras inalterados até o fim do ⁠ano, após o governo brasileiro ter ‌decidido prorrogar por mais 30 dias os subsídios ao combustível.

Em ‌relatório a clientes nesta ‌terça-feira, o banco afirmou que ⁠a renovação do incentivo de R$2,12 por litro para produtores e importadores de diesel, somada a um subsídio adicional de R$1,40 por litro ‌ainda disponível para importações até 6 ‌de novembro, ⁠reduz ⁠a necessidade de a estatal elevar preços para ⁠acompanhar ‌a alta das ‌cotações internacionais.

Os analistas estimam que o preço realizado do diesel pela Petrobras está atualmente em R$5,43 por ⁠litro, cerca de 25% abaixo da paridade internacional de importação, calculada em aproximadamente R$7,30 por litro.

Ainda assim, eles ‌destacaram que os incentivos maiores para o diesel importado permitem que distribuidoras ⁠consigam o combustível no exterior a preços próximos aos praticados pela Petrobras.

"Essa assimetria pode reduzir, embora não eliminar, o escopo para um aumento de preços pela Petrobras", disseram analistas do Goldman Sachs em relatório.

O Goldman Sachs reiterou ainda sua recomendação de compra para as ações da Petrobras.

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