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FMI reduz projeção para expansão do Brasil em 2026 em meio à política monetária restritiva

19 jan 2026 - 07h19
(atualizado às 08h25)
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O Fundo Monetário Internacional reduziu a projeção de crescimento do Brasil em 2026, mas melhorou ligeiramente as contas para 2025 e 2027, de ‌acordo com relatório divulgado nesta segunda-feira.

A atualização do relatório Perspectiva Econômica Global mostrou ‌uma redução de 0,3 ponto na projeção para a expansão do Produto Interno Bruto este ano, a 1,6%.

Autoridades do FMI disseram que o corte na perspectiva para este ano ocorreu principalmente pela política monetária restritiva para conter ‍a inflação elevada no ano passado.

Por outro lado, houve um aumento de 0,1 ponto percentual na perspectiva de expansão em 2027, a 2,3%. Para 2025, a estimativa é de 2,5%, contra 2,4% no relatório de ‌outubro.

O Banco Central elevou a taxa básica de ‌juros Selic para 15% em junho do ano passado e vem mantendo-a nesse nível desde então. A autoridade monetária volta a se reunir no final deste mês, com amplas expectativas de nova manutenção.

Analistas buscam agora indicações sobre quando o BC iniciará um ciclo de cortes. O IBGE divulgará os dados do PIB do quarto trimestre e de 2025 em 3 de março.

No final do ano passado, o Ministério da Fazenda previu uma expansão de 2,2% para o PIB de 2025, com alta de 2,4% em 2026. Já o BC vê expansão em 2025 de 2,3%, indo a 1,6% em 2026.

As perspectivas para o Brasil neste ano e no próximo ficaram bem abaixo das projeções para a América Latina e Caribe, cujas expectativas de crescimento são de respectivamente 2,2% e 2,7%.

Já para as Economias de ‌Mercados Emergentes e em Desenvolvimento, das quais o Brasil faz parte, o FMI passou a ver expansão de 4,2% este ano, 0,2 ponto a mais que em outubro. Para 2027 houve redução de 0,1 ponto, a 4,1%.

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