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Executiva da BYD afirma que maior desafio para expansão é a geopolítica

8 out 2026 - 05h52
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Resumo
A vice-presidente da BYD, Stella Li, apontou a geopolítica como o maior entrave à expansão global da empresa, justificando o adiamento da venda de carros de passeio nos EUA pela falta de estabilidade no país. Visando a liderança mundial em cinco anos, a fabricante descarta parcerias com outras montadoras chinesas devido à sua autossuficiência e aposta em robôs contra a escassez de mão de obra. Li ainda destacou a forte aliança com a Nvidia e criticou a subvalorização de suas ações em Hong Kong.

O principal desafio ‌à expansão da BYD é a geopolítica, afirmou Stella Li, vice-presidente executiva da BYD, nesta quinta-feira, meses depois que o presidente da empresa chinesa declarou que a meta é ⁠se tornar a maior montadora do mundo em ‌cinco anos.

"Quando fazemos negócios, queremos agir com certeza e visibilidade para que possamos ‌controlar a situação e, ‌assim, investir. Mas, com a geopolítica, ⁠nunca se sabe qual é a intenção nem o que eles estão fazendo", disse Li na Cúpula da Ásia do Milken Institute, em Cingapura.

Li disse que a empresa decidiu não ‌vender carros de passeio nos EUA por ‌enquanto, apesar de ⁠já estar ⁠presente no país há "muito tempo", pois a situação é "complicada".

"Não ⁠temos clareza, ‌visibilidade e estabilidade ‌lá, então decidimos esperar e não entrar no mercado norte-americano de carros de passeio neste momento."

Li disse que a BYD ⁠não tem planos de fazer parcerias com outras empresas chinesas, dada sua liderança em diversas áreas, como armazenamento de energia e painéis solares. "Somos líderes ‌em vários setores, não apenas em automóveis", afirmou ela.

Li também disse que tem sido ⁠difícil contratar pessoal suficiente na China e que a empresa espera utilizar robôs industriais no futuro.

Ela destacou que as ações da BYD na bolsa de Hong Kong estavam "extremamente subvalorizadas" em comparação com as empresas americanas, já que a BYD é uma empresa de engenharia e não apenas uma montadora.

Ela também disse que a Nvidia continua sendo um parceiro "muito forte" na área de chips para a BYD.

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