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É improvável que o BCE altere a taxa de juros na próxima reunião, diz Escrivá

6 mar 2026 - 09h23
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É muito improvável que ‌o Banco Central Europeu altere as taxas de juros em sua próxima reunião, disse o formulador de política monetária da instituição José Luis Escrivá nesta sexta-feira.

Escrivá, que também é o presidente do Banco da Espanha, disse à televisão ⁠regional catalã TV3 que o banco precisará de mais tempo ‌para avaliar o impacto total da guerra no Oriente Médio antes de tomar decisões.

"Com as informações que tenho, acho ‌que é muito improvável que mexamos ‌nas taxas na próxima reunião", disse Escrivá, acrescentando ⁠que "já podemos considerar como certo que haverá efeitos" da guerra.

A próxima reunião de política monetária do BCE está prevista para 18 e 19 de março.

Mas ele também disse que esses efeitos poderão ser bastante limitados se a guerra terminar ‌logo: "Os efeitos sobre o que importa para os consumidores, os ‌preços do dia ⁠a dia, estamos ⁠falando de décimos de um por cento, não muito mais."

A guerra ⁠entre os EUA e ‌Israel contra o Irã, ‌que se espalhou para outros países do Golfo, está ameaçando aumentar a inflação e atingir o fraco crescimento da zona do euro, tornando a energia mais cara e ⁠interrompendo as cadeias de suprimentos.

"Nossa meta de inflação de 2% é um horizonte de médio prazo, movimentos transitórios não devem necessariamente nos levar a tomar decisões. Em vez disso, devemos monitorar a ‌situação e avaliar até que ponto isso está tendo efeitos mais persistentes ao longo do tempo", disse Escrivá.

O BCE deixou ⁠as taxas inalteradas em sua última reunião, em fevereiro, e sinalizou conforto em relação às perspectivas, mas a situação mudou substancialmente esta semana com a guerra e o aumento dos preços da energia.

Investidores agora veem alguma chance de um aumento da taxa do BCE em dezembro.

Escrivá disse ser muito cedo para avaliar o impacto de qualquer interrupção no comércio entre a Espanha e os EUA após as ameaças do presidente Donald Trump de cortar os laços comerciais devido à posição da Espanha no conflito, já que ainda não há uma decisão firme.

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