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Empresa aposta em vender na internet marmitas sofisticadas

Bento Store foca em clientes que saem com comida de casa para consumir na rua

1 dez 2015
09h00
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Você já ouviu falar em “mobile food”? Na tradução literal, significa “comida móvel”, conceito fortalecido por dois empresários que fundaram a Bento Store, especializada em marmitas, garrafas e produtos cuja função seja transportar alimentos de forma prática.

O negócio nasceu há cerca de dois anos como loja física e online, simultaneamente, e praticamente criou um novo nicho de mercado, antes pouco explorado no varejo eletrônico e tradicional.

“Criamos a expressão e é muito bacana ver como o setor respondeu. Quando começamos, as pessoas não entendiam muito bem, mas o mercado começou a olhar com mais atenção para um conceito que não era tão valorizado: marmita era algo que você levava para o trabalho com vergonha, e a ideia nasceu justamente daí. Existia uma demanda reprimida”, explica Carlos Otavio da Costa Silva, 34, um dos fundadores da empresa.

Uma das lojas físicas da Bento, em São Paulo
Uma das lojas físicas da Bento, em São Paulo
Foto: Divulgação

A ideia de unir a loja física ao e-commerce fez parte da estratégia para atender a duas demandas: clientes que procuram por uma experiência de consumo, e vão até o estabelecimento para ver, tocar, testar os produtos (e muitas vezes continuam esta experiência na loja online); e clientes que procuram por praticidade, acessando diretamente o site da marca. Hoje, são cinco estabelecimentos: dois em São Paulo, dois no Rio de Janeiro, e um em Recife. As operações entre e-commerce e as lojas tradicionais são integradas, inclusive as campanhas de marketing.

“A Bento nasceu digital. Criamos uma loja conceito e um e-commerce junto. Há uma integração das linhas. Quando fazemos uma campanha digital, é a mesma da loja física. Apesar de falarmos deles separadamente, os dois mercados estão conectados: o-ecommerce sustenta as lojas físicas, e o cliente tem confiança no e-commerce porque conhece a loja física. Eu vejo isso como uma complementariedade”, relata Carlos.

Dos R$ 14 milhões em faturamento anual, em média de R$ 1,6 milhão a R$ 2 milhões vêm do e-commerce, e o restante das cinco lojas físicas.

Produtos que geram mudanças

Os produtos com maior procura são marmitas e modelos de garrafas. A escolha do mix a ser oferecido aos clientes obedece a critérios de funcionalidade, qualidade e estética do produto, conta Carlos. A opção da loja foi fazer uma grande curadoria dos itens disponíveis no mercado mundial, alguns deles com exclusividade no varejo nacional, e a maioria são importados.

É possível encontrar marmitas de todos os tipos: específicas para sopa, com divisórias, com elásticos, adaptadas para micro-ondas e outras. Na categoria “garrafas”, também há modelos para todos os gostos: retráteis, com filtro, esportivas e de todos os tamanhos. As que mantêm a temperatura do líquido durante 24 horas fazem sucesso entre os clientes. Apenas 4% dos produtos são nacionais, fato que pode ser considerado natural, já que era um segmento pouco explorado no Brasil.

Embora os preços dos produtos sejam mais elevados do que no varejo geral (o tíquete médio de compra gira em torno de R$ 340), a aposta da empresa é em itens não só práticos, mas que gerem engajamento. “Nosso Natal, por exemplo, é esticado. Começa em dezembro e vai até dezembro e janeiro, porque são meses nos quais as pessoas tomam resoluções, de cuidar da alimentação, começar uma dieta, economizar, seja o que for. Nossos clientes são agradecidos pela mudança que aconteceu”.

Fonte: Canarinho Press
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