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Durigan abre agenda internacional com foco em pauta sustentável e resiliência econômica em meio à guerra

10 abr 2026 - 15h02
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O ministro da ‌Fazenda, Dario Durigan, inicia no sábado sua primeira agenda internacional após assumir o cargo e buscará, em viagem aos Estados Unidos, Espanha e Alemanha, impulsionar ações de sustentabilidade e multilateralismo diante de desafios globais nessas pautas e tendo a guerra no Irã como protagonista dos debates, disseram duas fontes do governo.

Em uma série de reuniões ⁠bilaterais e eventos, Durigan pretende discutir temas sobre resiliência econômica em meio aos choques ‌provocados pelo conflito no Oriente Médio, com uma das fontes sustentando que o Brasil está melhor posicionado que seus pares, com baixa dependência energética e balanço ‌de pagamentos saudável.

"O Brasil fez reformas nos últimos anos ‌que o tornam mais preparado para enfrentar esses choques, então é uma ⁠crise que permite ao Brasil mostrar a que veio nesse novo mundo de incertezas", disse a fonte, citando ações estruturais de transição energética e o plano de curto prazo para mitigação de efeitos da alta do petróleo.

O ministro embarca no sábado para Washington, onde participa das reuniões anuais de primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI) e ‌tem encontros bilaterais previstos com ministros da França, Holanda e Indonésia, e com a diretora-geral ‌do FMI, Kristalina Georgieva, ⁠e o presidente do ⁠Banco Mundial, Ajay Banga.

Ainda na capital dos Estados Unidos, o Brasil promoverá em conjunto com Alemanha ⁠e Noruega um evento para dar tração ‌ao Fundo Florestas Tropicais para ‌Sempre, ou TFFF como é conhecido por sua sigla em inglês. O evento terá participação de ministros de pelo menos cinco países e de organismos internacionais.

O TFFF foi lançado pelo Brasil no ano passado como sua principal entrega ⁠à frente da conferência do clima COP30. O objetivo do fundo, que funciona como mecanismo multilateral de financiamento para apoiar a conservação de florestas ameaçadas em todo o mundo, era levantar US$10 bilhões em recursos públicos até o Brasil entregar a presidência da COP, ao fim deste ano.

Quase ‌US$7 bilhões em contribuições já foram prometidos por diferentes países, cifra que inclui US$1 bilhão do Brasil.

Segundo uma das fontes, o evento em Washington buscará seguir jogando ⁠luz sobre a importância da agenda, mesmo que não seja possível angariar apoio adicional por ora. O governo brasileiro acredita que a proteção a florestas não é encarada com a mesma resistência pela administração do presidente Donald Trump do que outros temas da agenda climática e de diversidade.

Durigan viajará em seguida para a Espanha, onde passará a compor comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No país, está previsto um anúncio, ainda em fase de definição, sobre o tema da taxação de super-ricos, que tem sido colocado pela gestão do presidente petista em fóruns internacionais como pauta prioritária.

A viagem com o presidente seguirá para a Alemanha, com previsão de discussões entre Durigan e autoridades do país sobre temas relacionados à transformação ecológica, como hidrogênio verde e descarbonização.

(Edição de Isabel Versiani)

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