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Dólar fecha em alta no Brasil com Oriente Médio no radar

10 ago 2026 - 17h46
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O dólar encerrou a ‌segunda-feira em alta no Brasil, revertendo o recuo da sexta-feira, acompanhando a alta dos rendimentos dos Treasuries no exterior, em meio à retomada da tensão entre Estados Unidos e Irã ⁠sobre o Estreito de Ormuz e à cautela ‌do mercado antes de indicadores de inflação relevantes no Brasil e nos Estados Unidos ‌ao longo da semana.

O dólar ‌à vista fechou o dia em ⁠alta de 0,52%, aos R$5,1107. Na sexta-feira, a moeda havia fechado em baixa, aos R$5,0845. Às 17h30, o dólar futuro para setembro DOLc1 -- atualmente o mais negociado no mercado brasileiro -- subia ‌0,44% na B3, aos R$5,1330.

O avanço da ‌moeda norte-americana acompanhou ⁠a alta ⁠dos rendimentos dos Treasuries, com investidores se posicionando para ⁠os dados de ‌inflação ao consumidor (CPI) ‌e ao produtor (PPI) desta semana nos Estados Unidos.

O rendimento do Treasury de 10 anos -- referência global para decisões de investimento -- avançava mais ⁠de 5 pontos-base, a 4,702%, enquanto o título de 2 anos ganhava mais de 4 pontos-base, a 4,240%, com o petróleo subindo em meio à ‌incerteza sobre um acordo entre EUA e Irã para reabrir o Estreito de Ormuz.

No Brasil, ⁠o mercado também aguarda a divulgação da ata do Copom e os dados do IPCA de julho na terça-feira, que devem ajudar a calibrar a aposta em novo corte da Selic na reunião de setembro.

"Os mercados de juros e moedas globais estão reagindo principalmente à esticada dos preços de petróleo, na ausência de indicadores relevantes na agenda macroeconômica", disse Lais Costa, analista da Empiricus Research.

(Edição de Pedro Fonseca e Alexandre Caverni)

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