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Dólar encerra semana com 4ª queda consecutiva ante o real

27 dez 2013
17h18
atualizado às 17h57
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Em novo dia de forte volume de negociação, o dólar teve a quarta queda seguida nesta sexta-feira, diante do forte fluxo de entrada de divisas e da briga pela formação da Ptax do ano.

<p>Brasileiro troca reais por dólares em corretora de câmbio no centro do Rio de Janeiro</p>
Brasileiro troca reais por dólares em corretora de câmbio no centro do Rio de Janeiro
Foto: Bruno Domingos / Reuters

A moeda dos Estados Unidos teve queda de 0,67%, a R$ 2,3395 na venda. O volume de negociação ficou em cerca de US$ 2,7 bilhões, o maior do mês e bem acima da média diária de dezembro, de US$ 1,535 bilhão.

Dois movimentos, segundo operadores, favoreceram a queda e o alto volume. O primeiro, a briga pela formação da Ptax do ano. O segundo foram empresas tentando reduzir a cotação da moeda para diminuir suas dívidas. "Muitas empresas com passivo em dólar tentaram pressionar o dólar para baixo, aproveitando o dia de liquidez menor. Teve a briga pela Ptax, também", afirmou um operador de câmbio de banco estrangeiro.

A Ptax de fim de mês é utilizada para referenciar alguns contratos e sua formação ocorre diariamente por volta da hora do almoço. "Depois desses dois dias, não sobrou nada pra Ptax do final do mês", afirmou outro operador de câmbio da banco nacional. "O mercado praticamente tinha esses dois dias para operar essa semana; acabou concentrando tudo aqui", emendou.

A formação da Ptax do ano ocorrerá na terça-feira, em sessão mais curta. O Banco Central informou em novembro que o fechamento da Ptax será divulgado a partir das 11h. A apuração da taxa ocorre em duas consultas: a primeira entre 10h e 10h10 e a segunda, entre 11h e 11h10.

O mercado também seguiu atento às intervenções do BC. Nesta manhã, a autoridade monetária fez dois leilões de venda de dólares com compromisso de recompra, numa oferta total de US$ 2,66 bilhões. No primeiro, houve a rolagem de até US$ 1,66 bilhão com taxa de recompra de R$ 2,425811 em 5 de maio.

Na segunda oferta, foram vendidos até US$ 1 bilhão, montante que o BC vem ofertando desde o começo do programa de intervenções diárias. A taxa de recompra em 3 de junho ficou em R$ 2,440400.

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