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Dólar abaixo de R$ 4,90: até onde vai a queda da moeda norte-americana?

9 mai 2026 - 10h30
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Foto: Suno

O dólar terminou as negociações desta sexta-feira (8) no menor patamar em dois anos. A moeda norte-americana encerrou o pregão em queda de 0,59% frente ao real, cotado a R$ 4,8942. Esse foi o primeiro fechamento abaixo de R$ 4,90 desde 15 de janeiro de 2024, quando a divisa terminou o dia em R$ 4,8657.

No acumulado de 12 meses, o dólar já registra recuo superior a 13% frente à moeda brasileira. Somente em 2026, a divisa acumula queda acima de 10%.

O cenário marca uma reviravolta após o contexto observado no final de 2024, quando o dólar ultrapassou a marca de R$ 6 pela primeira vez na história.

O dólar deve continuar caindo?

O Boletim Focus da última segunda-feira (4) ainda projeta um dólar mais alto no médio prazo: R$ 5,25 para o fechamento de 2026. Para 2027, a expectativa é de R$ 5,30, e para 2028 e 2029, as projeções ficam em R$ 5,39 e R$ 5,40, respectivamente, todas em queda nas últimas semanas.

O cenário de real mais forte ocorre em meio a um maior ingresso de capital estrangeiro no mercado brasileiro. Os estrangeiros já aportaram R$ 54,390 bilhões na B3 em 2026 até 6 de maio, revertendo um saldo negativo de R$ 24,1 bilhões registrado em todo o ano de 2024.

Segundo André Matos, CEO da MA7 Negócios, o câmbio atual alivia custos e contribui para o trabalho do Banco Central. "Um câmbio mais apreciado funciona como um desinflacionário natural, aliviando o custo de importações, reduzindo a pressão sobre combustíveis e insumos industriais e ajudando o Banco Central na difícil tarefa de trazer o IPCA de volta à meta", disse ele.

Para Sidney Lima, analista da Ouro Preto Investimentos, o real mais forte já se reflete no mercado de ações e no crédito. "Para o mercado de renda variável, essa queda já está sendo sentida com a entrada expressiva de investidores estrangeiros na B3", afirmou. Ele ressalta, no entanto, que "a continuidade da queda da Selic será um fator determinante para a descompressão dos spreads de crédito no futuro."

Fábio Murad, sócio e fundador da Ipê Avaliações, vê o momento como uma janela para o investidor de longo prazo. "A queda do dólar marca um momento positivo para a economia brasileira, com a valorização da moeda ajudando a criar um ambiente mais favorável para investidores de longo prazo", disse ele. Para Murad, o movimento também "indica um aumento no apetite por risco e uma migração significativa de capital para o Brasil."

Suno
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