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Dólar recua a R$ 5,10 e fecha no menor valor em quase dois anos após cessar-fogo entre EUA e Irã

Moeda norte-americana registrou o menor valor de ⁠fechamento desde 17 de maio de 2024

8 abr 2026 - 17h22
(atualizado às 18h03)
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No ano, a divisa passou a acumular ‌recuo de 7,02%
No ano, a divisa passou a acumular ‌recuo de 7,02%
Foto: Reuters

O dólar fechou a quarta-feira ‌em baixa ante o real, no menor patamar em quase dois anos, depois de os Estados Unidos acertarem na véspera um cessar-fogo de duas semanas com o Irã, que aceitou reabrir o Estreito de Ormuz.

Após oscilar abaixo dos R$5,10 durante boa parte da sessão, o dólar à vista encerrou o dia com queda de 1,00%, aos R$5,1035, o menor valor de ⁠fechamento desde 17 de maio de 2024, quando atingiu R$5,1031.  

No ano, a divisa passou a acumular ‌recuo de 7,02%.  Às 17h17, o dólar futuro para maio -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- cedia 0,98% na B3, aos R$5,1275.

Na noite de terça-feira, menos de duas horas antes ‌do fim do prazo final para um acordo, o presidente ‌dos EUA, Donald Trump, aceitou um cessar-fogo de duas semanas com o Irã, ⁠sujeito à suspensão do bloqueio de transporte de petróleo e gás pelo Estreito de Ormuz.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, disse em um comunicado que Teerã vai interromper os contra-ataques e fornecer uma passagem segura por Ormuz. Uma autoridade sênior iraniana disse à Reuters que a passagem pode ser aberta na quinta ou na sexta-feira, antes das negociações de ‌paz, se os países concordarem com uma estrutura para o cessar-fogo.

A expectativa de que o transporte ‌de petróleo e gás possa ⁠ser normalizado fez o ⁠petróleo tipo Brent despencar, enquanto os ativos de maior risco dispararam ao redor do mundo.

Nos mercados de moedas, ⁠isso se traduziu na queda do dólar ante ‌as demais divisas, entre elas as ‌de países emergentes como o real, o peso chileno, o rand sul-africano e o peso mexicano.

O dólar à vista atingiu a cotação mínima de R$5,0659 (-1,73%) às 10h25, em meio à euforia dos investidores com o cessar-fogo.

Durante a tarde, a divisa norte-americana recuperou ⁠parte da força, mas ainda assim encerrou com baixa firme.

Em evento do Bradesco BBI pela manhã, em São Paulo, o diretor de Política Monetária do Banco Central, Nilton David, abordou o fato de o dólar ter avançado ante o real logo após o início da guerra que opõe EUA e Israel ao Irã.

Em sua ‌visão, o movimento de desvalorização do real "não foi tão diferente dos pares", sendo que o Brasil já enfrentou momentos de ruídos maiores no câmbio, como o visto na virada de ⁠2024 para 2025.

De acordo com David, o real tende a acompanhar os ciclos de altas e baixas das demais moedas no mundo, mas a divisa brasileira tem um "beta" elevado -- o que significa dizer que em muitos momentos sua variação é maior.

No fim da manhã, sem efeito nas cotações, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial tradicional para rolagem do vencimento de 4 de maio. À tarde, o BC informou que o Brasil registrou fluxo cambial total negativo de US$6,335 bilhões em março, o primeiro mês da guerra no Oriente Médio.

No exterior, no fim da tarde o dólar seguia em queda ante boa parte das demais divisas, mas já exibia alguns ganhos ante outras moedas fortes. Às 17h20, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,11%, a 99,028.

(Edição de Isabel Versiani e Pedro Fonseca)

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