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Dólar fecha em alta no Brasil com cautela externa

18 ago 2026 - 17h31
(atualizado às 18h08)
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O dólar ‌fechou a terça-feira em alta contra o real, em dia de aversão ao risco no exterior diante de novas tensões no Oriente Médio e de cautela na véspera da publicação da ata da mais recente reunião de política monetária do Federal ⁠Reserve.

O dólar à vista fechou em alta de 0,44%, aos R$5,2229 ‌na venda.

Às 17h54, o contrato de dólar futuro para setembro -- atualmente o mais negociado no Brasil -- subia 0,29% na ‌B3, aos R$5,2375.

No exterior, o índice do ‌dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente ⁠a uma cesta de seis divisas -- subia 0,13%, a 99,663 por volta das 17h50, e a divisa norte-americana mostrava ganhos em relação a moedas pares do real brasileiro, como o peso chileno e o peso mexicano.

O noticiário geopolítico esteve no radar ‌durante a sessão, depois que o Irã afirmou que adotará uma ‌postura militar "totalmente ofensiva", uma ⁠vez que ⁠os esforços para negociar um fim definitivo à guerra com os Estados ⁠Unidos estagnaram, disse uma autoridade ‌iraniana de alto escalão ‌à Reuters.

Os temores em relação ao Oriente Médio se somaram ao sentimento de cautela antes da divulgação da ata do Fed na quarta-feira, que poderá trazer mais indícios sobre ⁠a trajetória dos juros nos EUA.

Dados das últimas semanas, incluindo perdas inesperadas de empregos no mês passado e índices de inflação moderados, apontam para uma economia americana mais fraca, levando os investidores a reduzirem as ‌expectativas de um aumento da taxa de juros pelo Federal Reserve dos EUA. Ainda assim, os analistas permanecem cautelosos quanto ⁠à possível trajetória da inflação, com o Estreito de Ormuz ainda praticamente fechado e o conflito entre os EUA e o Irã em ebulição.

No plano doméstico, o início da campanha eleitoral gera pressão negativa adicional sobre o real, afastando investidores estrangeiros do país, movimento que já vinha sendo observado na última semana.

"Estamos em período pré-eleição. Isso já traz muita volatilidade. Mas o principal fator da semana é a divulgação da ata do Fed, e ainda temos a escalada das tensões no Oriente Médio", disse Matheus Massote, especialista em câmbio da One Investimentos.

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