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Defasagem do preço do diesel nas refinarias da Petrobras ultrapassa R$ 3 por litro

Na avaliação da Abicom, há risco de desabastecimento de diesel se a guerra se prolongar; petróleo voltou a subir e abriu a semana acima de US$ 115 o barril

30 mar 2026 - 13h31
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A defasagem dos preços do diesel e da gasolina nas refinarias da Petrobras se intensificou novamente nesta segunda-feira, 30, atingindo uma diferença de R$ 3,05 por litro no caso do diesel e de R$ 1,61 por litro na gasolina. Sem perspectiva de fim para o conflito no Oriente Médio, o petróleo voltou a subir e abriu a semana acima de US$ 115 o barril.

Defasagem nos preços do diesel e da gasolina nas refinarias da Petrobras acende alerta de desabastecimento, segundo a Abicom.
Defasagem nos preços do diesel e da gasolina nas refinarias da Petrobras acende alerta de desabastecimento, segundo a Abicom.
Foto: Daniel Teixeira/Estadão / Estadão

Na manhã desta segunda-feira, os dados foram atualizados pela Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom). Em relação ao mercado internacional, a diferença de preços dos dois combustíveis é de 84% para o diesel e 64% para a gasolina, o que impede a importação dos produtos.

Segundo a Abicom, as janelas de importação do diesel estão há 76 dias fechadas e as de gasolina, há 33 dias. Com preços maiores no mercado externo do que interno, os importadores deixam de trazer o produto e, na avaliação do setor, há risco de desabastecimento de diesel se a guerra se prolongar. O Brasil importa de 20% a 30% de todo o diesel que consome.

Na Acelen, controladora da Refinaria de Mataripe, na Bahia, os reajustes têm sido semanais. Com isso, a defasagem em relação ao mercado internacional é menor do que na Petrobras, elevando o preço ao consumidor. Mesmo assim, os preços de Mataripe estão 10% abaixo do mercado internacional e a gasolina, 3% mais barata. Já o querosene de aviação (QAV) será reajustado em 54% contra março, a partir de 1º de abril.

O mercado agora especula de quanto será o reajuste da Petrobras para o QAV no próximo dia 1º. A estatal segue uma fórmula específica para o reajuste mensal do combustível, que geralmente se aproxima dos reajustes de Mataripe.

Estadão
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