Compass lança IPO que pode movimentar R$4,6 bi, com precificação em 7 de maio
A empresa de gás e energia Compass, controlada pelo grupo Cosan, anunciou na madrugada desta terça-feira uma oferta pública inicial de ações, que pode encerrar um hiato de mais de quatro anos sem IPOs na bolsa brasileira.
A oferta, que será totalmente secundária, prevê um lote inicial de 89.285.714 ações ordinárias, mas pode chegar a 145.643.738 papéis quando incluídas as ações adicionais e suplementares. A precificação será em 7 de maio.
Além da própria Cosan, a lista de acionistas vendedores na operação inclui fundos de investimento da Atmos, da Brasil Capital e da Prisma, além da Bradesco Previdência e outros.
Considerando o ponto médio da faixa indicativa entre R$28,00 e R$35,00 do prospecto preliminar, o valor da oferta soma R$4,588 bilhões quando considerados todos os lotes. Por se tratar de uma oferta exclusivamente de distribuição secundária, a companhia não receberá quaisquer recursos, que serão integralmente destinados aos acionistas vendedores.
O BTG Pactual é o coordenador líder, em um sindicato que inclui Bank of America, Bradesco BBI, Citi, Itaú BBA, Santander, JPMorgan, XP, BNP Paribas e UBS BB. A oferta será destinada exclusivamente a investidores profissionais.
Os papéis terão o código de negociação PASS3 e a companhia disse que firmará acordo com a B3 para participação do segmento Novo Mercado, por meio do qual aderirá às práticas diferenciadas de governança corporativa.
Com o objetivo de viabilizar a venda de parte das ações da companhia detidas indiretamente pela Cosan por meio da Cosan Dez, foi aprovada, em assembleia na véspera, a cisão parcial da Cosan Dez, tendo a parcela cindida sido incorporada pela Compass, com a consequente entrega de ações da Compass diretamente à Cosan.
No prospecto preliminar, a Compass afirma que, após a conclusão da oferta, na hipótese de colocação da totalidade das ações, incluindo os lotes adicional e suplementar, a participação da Cosan passaria dos atuais 88% para 73%.
O último IPO na B3 ocorreu em setembro de 2021, da empresa de defensivos biológicos e nutrição vegetal Vittia.
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