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Comissão Europeia recebe com cautela novas tarifas de Trump

24 jul 2026 - 08h01
(atualizado em 25/7/2026 às 07h49)
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A Comissão Europeia recebeu ‌com cautela nesta sexta-feira as novas tarifas impostas pelos Estados Unidos, afirmando que o resultado está em linha com um acordo comercial firmado entre as duas partes há um ano.

Os Estados Unidos impuseram nesta ⁠sexta-feira novas tarifas de 10% e 12,5% sobre ‌mercadorias provenientes de 60 parceiros comerciais, incluindo a UE e a China, alegando ter constatado que ‌esses países não estavam tomando ‌medidas suficientes para impedir a importação de ⁠produtos fabricados com trabalho forçado.

A União Europeia é um dos poucos parceiros comerciais dos EUA para os quais as novas tarifas não se somam às taxas pré-existentes de "nação mais favorecida". As tarifas também reintroduzem ‌isenções tarifárias adicionais para a UE, como cortiça e ‌diamantes, além daquelas ⁠relativas a ⁠aeronaves e peças, medicamentos genéricos e ingredientes ativos.

"A UE avalia ⁠positivamente o fato ‌de que esse resultado ‌está em linha com os compromissos tarifários dos EUA acordados na Declaração Conjunta UE-EUA", afirmou um porta-voz da Comissão Europeia, acrescentando que isso proporcionou ⁠um "impulso positivo" para dar continuidade ao trabalho de explorar novas isenções tarifárias e aprofundar a cooperação.

O porta-voz disse que a UE espera que Washington continue a respeitar os ‌termos do acordo firmado no resort de golfe Turnberry, do presidente dos EUA, Donald Trump, na Escócia, ⁠em julho passado.

Nos termos desse acordo, a UE concordou em eliminar os direitos de importação sobre produtos industriais dos EUA, enquanto os EUA impuseram tarifas de 15% sobre a maioria dos produtos da UE.

"Isso é essencial para continuar proporcionando aos nossos respectivos mercados a estabilidade e a previsibilidade tão necessárias", afirmou o porta-voz.

A UE já havia rejeitado anteriormente as alegações dos EUA de que não estaria agindo contra o trabalho forçado.

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