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China tem que encontrar equilíbrio certo entre demanda e oferta, diz presidente Xi

20 jan 2026 - 09h37
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A China deve manter a manufatura como uma parcela razoável de sua economia e atingir o equilíbrio certo entre consumo e investimento, bem como entre demanda e oferta, disse ‌o presidente Xi Jinping nesta terça-feira.

Seus comentários foram feitos um dia depois que a ‌China informou que alcançou um crescimento econômico de 5,0% em 2025, com os esforços de diversificação dos exportadores ajudando a compensar a fraqueza da demanda interna e a pressão tarifária dos Estados Unidos - um ato de equilíbrio que, segundo analistas, será ‍difícil de repetir.

Ao pedir o "desenvolvimento vigoroso da manufatura avançada", Xi prometeu "fazer da demanda doméstica a principal força motriz do crescimento econômico", informou a mídia estatal Xinhua.

Xi estava falando em um seminário sobre o próximo plano quinquenal da China, ‌com a participação de autoridades provinciais e outros departamentos. ‌Ele disse que todas as regiões e setores devem identificar seus papéis e promover um cenário no qual os setores upstream e downstream se coordenem mais estreitamente.

Autoridades se comprometeram a aumentar "significativamente" a participação do consumo das famílias na economia nos próximos cinco anos, mas analistas dizem que a tarefa será um desafio sem reformas estruturais e estímulos do lado da demanda.

Desde que o mercado imobiliário chinês entrou em recessão em 2021, Pequim tem canalizado recursos para seu complexo industrial em vez de seus consumidores para atingir metas de crescimento ambiciosas, criando um excesso de capacidade de produção endêmica e forçando as fábricas a procurar compradores no exterior.

Uma autoridade de planejamento estatal disse nesta terça-feira que o país planeja implantar novas políticas de 2026 a 2030 para estimular o consumo interno e enfrentar desequilíbrios "proeminentes" na oferta e na demanda, com o setor de serviços se tornando um foco ‌principal.

O vice-ministro das Finanças, Liao Min, disse que seu ministério direcionará mais fundos para aumentar o consumo e melhorar os meios de subsistência das pessoas este ano, embora não tenha discutido o tamanho da alocação.

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