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Caso Master: BRB diz que tem 'plena capacidade de recompor capital' e nega risco de intervenção

Banco estatal disse que estuda mecanismos para iniciar a venda dos ativos recuperados junto ao Master e que eventuais aportes do governo do DF não retiram recursos previstos no orçamento para políticas públicas

19 jan 2026 - 16h28
(atualizado às 21h15)
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BRASÍLIA - O Banco de Brasília (BRB), controlado pelo governo do Distrito Federal, disse nesta segunda-feira, 19, que possui plena capacidade de recompor seu capital caso venham a ser confirmados "eventuais prejuízos de determinadas operações", sem mencionar a crise do Banco Master.

"Ademais, (o BRB) destaca que dispõe de plano de capital estruturado para cenários de estresse, o qual não foi acionado até o momento", diz o banco em nota divulgada nesta tarde.

No final do dia, em outra nota, reafirmou sua suficiência patrimonial e disse que "segue sólido, estável e operando normalmente, sem qualquer risco de intervenção".

Em acareação no fim do ano passado, o ex-presidente do banco estatal, Paulo Henrique Costa, afirmou que a instituição não conseguiu recuperar cerca de R$ 2 bilhões aportados no banco de Vorcaro
Em acareação no fim do ano passado, o ex-presidente do banco estatal, Paulo Henrique Costa, afirmou que a instituição não conseguiu recuperar cerca de R$ 2 bilhões aportados no banco de Vorcaro
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil / Estadão

Como mostrou a Coluna do Estadão, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, cobrou prazos para o governo do DF realizar um aporte de R$ 4 bilhões no banco.

Haddad, que também preside o Conselho Monetário Nacional (CMN), acompanha as discussões no Banco Central, e segundo relatos feitos , em uma das conversas recentes, foi "enfático" sobre a necessidade de haver um estabelecimento de período para o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), definir o socorro ao banco estatal.

Após a publicação da reportagem, o Ministério da Fazenda disse que Haddad não tratou com o governo do DF ou com a direção do BRB sobre o caso. Mas não comentou sobre as discussões que teve com o Banco Central sobre o tema.

Já o BRB afirmou que "qualquer número não oficial divulgado publicamente é meramente especulativo, não correspondendo à realidade e não possuindo base técnica".

O BRB afirmou que "não recebeu comunicação ou determinação específica de aporte de capital por parte do Banco Central do Brasil, ou qualquer outro órgão". Depois, disse que, "eventuais aportes do acionista controlador não retiram recursos previstos no orçamento para políticas públicas".

Na semana passada, o banco já havia admitido a possibilidade de aporte do governo do DF. "Caso seja confirmado possível prejuízo, o BRB já tem pronto um plano de capital que, entre as opções, prevê aporte direto do controlador, que já sinalizou com essa possibilidade, ou outros instrumentos que possibilitem a recomposição do capital do Banco", afirmou.

O BRB disse ainda que estuda mecanismos para iniciar o processo de venda dos ativos recuperados junto ao Banco Master, "medida que contribuirá para o fortalecimento adicional da posição financeira do Conglomerado BRB".

Em acareação no fim do ano passado no Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-presidente do banco estatal, Paulo Henrique Costa, afirmou que a instituição não conseguiu recuperar cerca de R$ 2 bilhões aportados no banco de Vorcaro antes que o Banco Central decretasse a liquidação extrajudicial da instituição privada em novembro. O BRB fez uma oferta para comprar parte do Master em março do ano passado, mas o negócio foi vetado pelo BC em setembro.

Agora, o banco estatal afirma que o número do rombo está em análise pelo Banco Central e por uma auditoria independente.

"O BRB informa que trabalha diariamente em conjunto com o Banco Central e esclarece que todas as operações mencionadas no âmbito da Operação Compliance Zero, que possam estar relacionadas ao Banco, estão incluídas na investigação forense independente conduzida pelo escritório Machado Meyer, com suporte técnico da Kroll", disse o banco.

Estadão
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