Brasil tem capacidade de atrair investimento em IA, questão é como se posicionar, diz BlackRock
Segundo a BlackRock, o Brasil tem grande potencial para atrair investimentos em inteligência artificial devido à sua matriz energética e capacidade de execução, necessitando apenas aprimorar seu marco regulatório para competir globalmente. O setor, que projeta aportes globais de até US$ 8 trilhões nos próximos cinco anos, oferece proteção cambial por operar em dólar. A gestora descarta uma bolha no segmento, prevendo ganhos concretos de produtividade após a fase inicial de custos elevados.
O Brasil tem capacidade de atrair investimentos relacionados à inteligência artifical, mas a questão é como se posicionar de uma forma mais competitiva, afirmou nesta quinta-feira o presidente-executivo da BlackRock Brasil, Bruno Barino.
"O Brasil tem a energia que é o mais complexo em várias localidades de pegar, e toda a capacidade de fazer. A questão agora é como desenvolver um arcabouço regulatório e competir o recurso a nível global", afirmou o executivo em evento da Monte Bravo em São Paulo.
Barino disse que uma vantagem dessa cadeia de IA é que muitas das operações são vinculadas em dólar, então já existe um hedge cambial no investimento.
O executivo destacou que o cenário da BlackRock não é de bolha de IA, citando que há um "ramp-up" de custos, mas em breve começarão a ser observados os benefícios na produtividade em toda a cadeia.
Barino afirmou que a IA deve levar a um volume de investimento de US$5 trilhões a US$8 trilhões nos próximos quatro a cinco anos quando se pensa na cadeia longa, que começa no data center e vai até a aplicação final. "Isso reconfigura totalmente o mundo."
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