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Brasil define lista de 27 minerais estratégicos e cria prioridade para acesso a incentivos

5 nov 2026 - 18h12
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Resumo
O governo federal definiu 27 minerais estratégicos prioritários para incentivos da nova Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, visando impulsionar a transição energética e a indústria. Dividida em três níveis de prioridade, a lista inclui lítio, níquel e terras raras no topo. A medida viabiliza o Fundo Garantidor da Atividade Mineral, com até R$ 2 bilhões da União para facilitar crédito, e um programa de transformação mineral com teto de R$ 1 bilhão anual entre 2030 e 2034.

O governo federal definiu uma ‌lista de 27 minerais críticos e estratégicos que terão acesso prioritário a instrumentos de incentivo previstos na recém-criada Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE), em uma medida voltada a estimular investimentos, processamento industrial e inovação tecnológica no setor mineral brasileiro.

A relação, aprovada ⁠pelo Conselho Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (Cimce) em sua ‌reunião inaugural nesta quinta-feira, inclui substâncias consideradas essenciais para a transição energética, a segurança nacional e o desenvolvimento industrial, como terras ‌raras, lítio, níquel, cobalto, cobre e ‌grafita.

Além de garantir segurança jurídica, o enquadramento na lista ⁠será condição para o acesso aos mecanismos de apoio criados pela nova política, criada a partir da aprovação da lei sobre o tema neste ano, segundo explicou o Planalto, em nota. 

A medida abre caminho para a utilização do Fundo Garantidor da Atividade Mineral (FGAM), criado ‌para compartilhar riscos com instituições financeiras e ampliar o acesso ao ‌crédito, especialmente nas ⁠fases iniciais de ⁠pesquisa mineral e desenvolvimento de projetos.

O fundo poderá receber aportes de até ⁠R$2 bilhões da União, além ‌de recursos de Estados, ‌municípios e investidores privados.

Os minerais foram distribuídos em três classes de prioridade, definidas com base em critérios como riscos geopolíticos, concentração global da produção, potencial de substituição, posição do Brasil ⁠na cadeia produtiva e grau de dependência do país em relação a cada insumo.

Na categoria de prioridade alta ficaram terras raras, grafita, lítio, níquel, cobalto, cobre, manganês, silício e urânio. A classe intermediária inclui minerais como ‌tungstênio, cromo, vanádio, tântalo, titânio, fosfato e potássio, enquanto a categoria de menor prioridade reúne, entre outros, nióbio, minério de ferro, ⁠ouro, alumínio e metais do grupo da platina.

Além do FGAM, a política prevê a criação do Programa Federal de Beneficiamento e Transformação de Minerais Críticos e Estratégicos (PFMCE), que terá limite fiscal de R$1 bilhão por ano entre 2030 e 2034 para apoiar investimentos em processamento mineral, agregação de valor e inovação tecnológica.

Durante a reunião do conselho, também foi definido que o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços apresentará em até 15 dias uma proposta de cadeias produtivas prioritárias a serem contempladas pelo Plano Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos.

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