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Bovespa tem queda e Petrobras despenca com avanço de Dilma

Na sexta-feira, Datafolha mostrou que Dilma praticamente dobrou sua vantagem sobre Marina Silva

29 set 2014 - 18h47
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<p>Analistas e profissionais do mercado financeiro preferem uma mudan&ccedil;a de governo, por defenderem altera&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica econ&ocirc;mica</p>
Analistas e profissionais do mercado financeiro preferem uma mudança de governo, por defenderem alteração da política econômica
Foto: Paulo Whitaker / Reuters

O principal índice da Bovespa fechou com a maior queda percentual diária em três anos nesta segunda-feira, após pesquisas mostrarem novo avanço da presidente e candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) na corrida presidencial, com as ações preferenciais da Petrobras caindo mais de 11%.

O Ibovespa encerrou em baixa de 4,52%, a 54.625 pontos, maior queda desde 22 de setembro de 2011, quando terminou em baixa de 4,8%. O patamar de pontuação do fechamento foi o menor desde 10 de julho deste ano.

Incluindo a perda nesta sessão, o Ibovespa já devolveu toda a alta de agosto (9,78%) e um pouco mais, acumulando um declínio em setembro de 10,87%. No ano, o índice acumula alta de 6%.

O volume financeiro do pregão atingiu R$ 9,98 bilhões.

Na sexta-feira, Datafolha mostrou que Dilma praticamente dobrou sua vantagem sobre Marina Silva (PSB) nas intenções de voto para o primeiro turno e passou a ter vantagem numérica sobre a ex-senadora em simulação de segundo turno.

"A pesquisa mostrou Dilma mais forte e voltou a especulação de uma decisão ainda no primeiro turno... Deu uma desanimada geral no mercado", observou Frederico Ferreira Lukaisus, gerente de renda variável na Fator Corretora.

"A queda no índice futuro desencadeou várias ordens de stop loss (execução de ordens de venda para evitar perdas maiores) e o que se viu foi o conhecido efeito manada", notou.

Também na sexta-feira à noite, pesquisa Sensus mostrou cenário semelhante.

Analistas e profissionais do mercado financeiro preferem uma mudança de governo, por defenderem alteração da política econômica.

O analista da CM Capital Markets Marco Aurélio Barbosa, em nota a clientes, destacou que, a menos de uma semana do primeiro turno, o mercado seguirá atento ao cenário eleitoral, com o foco voltado para novas pesquisas e o debate entre os presidenciáveis na Rede Globo na quinta-feira.

Há expectativa que novos levantamentos do Ibope e Datafolha sejam divulgados já na terça-feira, entre outras pesquisas.

Nesta segunda-feira, próximo do fechamento, levantamento CNT/MDA referendou o quadro mais favorável à candidata petista, levando os papéis da Petrobras novamente à casa dos dois dígitos de queda.

A última fez que as ações da estatal fecharam com declínios de dois dígitos foi em novembro 2008, no auge da crise financeira mundial.

Outros empresas sensíveis à dinâmica eleitoral também sofreram nesta sessão, como estatais, bancos e do setor imobiliário.

"Não lembro de ter visto um mercado tão volátil como ultimamente por conta do cenário político...", acrescentou Lukaisus, que tem 18 anos de experiência no mercado financeiro.

Em Nova York, aos ADRS da Petrobras também recuavam com força, com outros papéis brasileiros também sofrendo, como Vale, Gol e Ambev

O quadro externo pouco ajudou a abrandar o forte movimento de vendas das ações brasileiras, com Wall Street dando sequência à queda da semana anterior com agentes monitorando os distúrbios civis em Hong Kong, em busca de sinais de potencial impacto sobre o crescimento chinês.

Da China, mais notícias desfavoráveis para a mineradora brasileira Vale, com os preços do minério de ferro no mercado à vista ampliando perdas para menos de US$ 78/tonelada nesta segunda-feira.

A Vale ainda anunciou com a japonesa Sumitomo que fechará a mina de carvão Isaac Plains em Queensland, na Austrália, por causa dos preços baixos.

A disparada do dólar, também em meio à reação dos agentes à cena eleitoral, favoreceu alguns papéis a flertar com o campo positivo ou ter suas perdas minimizadas, entre eles Embraer, Fibria e Suzano.

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