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Venda de eletrônicos na Black Friday deve crescer até 15%, dizem fabricantes

Se confirmado, avanço será menor que o de 2019 na comparação com o ano anterior; projeção é que descontos sejam menores nesta edição do evento

25 nov 2020
16h04
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As vendas nesta Black Friday de eletroeletrônicos, normalmente os produtos mais desejados pelo consumidor na data, deverão aumentar entre 10% e 15%, aponta levantamento da Associação Nacional dos Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos e Eletrodomésticos (Eletros) com as indústrias responsáveis por 90% do mercado nacional. Na Black Friday do ano passado, as vendas desses itens tinham avançaram 18% em relação a 2018.

Uma forte demanda reprimida provocada pelo fechamento das lojas físicas no segundo trimestre impulsionou os negócios entre a indústria e o varejo no terceiro trimestre, quando foram reabertos os pontos de venda do comércio. Nessa arrancada, segundo a Eletros, o consumidor antecipou parte das compras. Esse é um dos motivos que explicariam um crescimento menor de vendas desses itens nesta Black Friday.

Também a pressão de custos de matérias-primas, que tem impacto sobre os preços dos eletrônicos, deve significar descontos menores para o consumidor nesta Black Friday. Isso pode arrefecer o desempenho das vendas na data em relação a anos anteriores.

Capacidade plena

Nos últimos meses, a indústria do setor está em ritmo acelerado para atender os pedidos do varejo. De agosto a outubro, mais de 80% das fábricas estão operando na capacidade máxima, com ociosidade de cerca de 3%. "Parte considerável das nossas fábricas ampliou a produção para três turnos, o que não era registrado desde 2016", diz o presidente da entidade, José Jorge do Nascimento.

Com a retomada, as vendas da indústria para o varejo no terceiro trimestre cresceram 73% em número de unidades na comparação com o trimestre anterior, quando a queda havia sido de quase 20%.

Nascimento aponta vários fatores combinados que levaram a essa virada do mercado do terreno negativo para o positivo. Um deles é que as pessoas isoladas em casa passaram a dar prioridade para mais conforto e equiparam o domicílio. Com isso, compraram mais eletrodomésticos e eletroeletrônicos. O outro fator é que o auxílio emergencial garantiu renda básica para as famílias mais pobres, o que sustentou, em parte, o ritmo de atividade da economia como um todo.

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Estadão
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