Script = https://s1.trrsf.com/update-1790713512/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Publicidade

Azzas começa a receber propostas vinculantes pela Farm Rio

Avaliada em cerca de US$ 1 bilhão por analistas, rede de vestuário feminino é um dos principais ativos da Azzas e responde por mais de 40% das receitas do grupo, que reúne 28 marcas

1 out 2026 - 13h41
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
O grupo Azzas 2154 iniciou o recebimento de propostas vinculantes para a venda da Farm Rio, processo assessorado pelo Morgan Stanley e previsto para ser concluído neste trimestre. A negociação avançou com a cisão societária entre Alexandre Birman e Roberto Jatahy, isolando a marca em uma sociedade própria. Avaliada por analistas em cerca de US$ 1 bilhão e responsável por mais de 40% da receita do grupo, a Farm atraiu o interesse de fundos de investimento com foco em um futuro IPO.

A Farm Rio, rede de vestuário feminino do grupo Azzas 2154, entra agora na fase de recebimento de propostas vinculantes de interessados em adquirir a empresa, em um processo cuja venda deve ser concluída ainda neste trimestre, de acordo com pessoas a par do assunto ouvidas pelo Estadão/Broadcast. Em setembro, a companhia passou pela etapa de ofertas não vinculantes, que atraiu principalmente fundos de investimento.

No processo de venda, foram assinados cerca de 15 acordos de confidencialidade com potenciais interessados, que tiveram acesso a informações da Farm para avaliar uma eventual aquisição. Nem todos, porém, apresentaram propostas não vinculantes, que ficaram em menos de dez. A holding francesa LVMH, dona de marcas como Louis Vuitton, Dior e Fendi, chegou a analisar o ativo, mas não avançou no processo, segundo um interlocutor.

A maior parte das ofertas não vinculantes recebidas até agora veio de fundos, que poderiam, em um segundo momento, levar a Farm à bolsa, por meio de uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês). Avaliada em cerca de US$ 1 bilhão por analistas, a companhia teria recebido também propostas abaixo desse nível.

Procurada, a Azzas disse que não comenta especulações de mercado.

O Morgan Stanley assessora a Azzas na avaliação de alternativas estratégicas para a Farm. O processo ganhou tração com o "divórcio" societário entre Alexandre Birman e Roberto Jatahy, sócios da Azzas. Com a cisão, Arezzo&Co e Soma voltarão a ser companhias independentes, enquanto a Farm ficará isolada em uma sociedade própria, com 57,4% nas mãos da Arezzo&Co e 42,6% da Soma. Roberto Jatahy será o CEO da Farm, enquanto Birman presidirá o conselho.

A Farm é um dos principais ativos da Azzas e responde por mais de 40% das receitas do grupo, que reúne 28 marcas. A companhia vem apresentando crescimento de dois dígitos, com boa parte da expansão puxada pela operação internacional. A marca abriu sua primeira loja em Nova York em 2019 e está presente em 18 países.

Em setembro, após questionamentos da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Azzas confirmou que mantinha contatos com potenciais interessados nos ativos da Farm, mas afirmou que, naquele momento, não havia recebido proposta vinculante nem tomado qualquer decisão sobre uma eventual operação. A companhia disse ainda que não havia estrutura definida nem avaliação formal dos ativos.

Mais recentemente, o Citi estimou que uma eventual transação envolvendo a Farm poderia elevar de R$ 24 para R$ 29 por ação sua avaliação da Azzas pela metodologia de soma das partes. O banco tomou como referência ofertas não vinculantes que avaliariam o ativo entre R$ 3,5 bilhões e R$ 4 bilhões.

Estadão
Compartilhar
TAGS

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra