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Ata do Fed mostra divisão e discussões sobre altas de juros mesmo após pausa de janeiro

19 fev 2026 - 09h01
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Autoridades do Federal Reserve chegaram a um ‌acordo quase unânime para manter a taxa básica de juros inalterada em sua reunião do mês passado, mas permaneceram divididas sobre os próximos passos, com "vários" membros levantando a possibilidade de aumentos nos custos de empréstimo caso a inflação permaneça elevada, enquanto outros divergiram sobre se e quando novos cortes seriam justificados, de acordo com a ata da reunião de 27 e 28 ⁠de janeiro.

A decisão de manter os juros inalterados foi compartilhada por "quase todas" as autoridades do ‌Fed como forma de avaliar a situação da economia após os cortes de 75 pontos-base no ano passado, com apenas "algumas" apoiando um corte, segundo a ata, divulgada nesta quarta-feira.

As autoridades ‌do Fed Christopher Waller e Stephen Miran votaram contra a ‌decisão, devido à preocupação com o possível enfraquecimento do mercado de trabalho.

Mas as opiniões ⁠se dividiram entre os outros 17 membros, com a primeira menção direta a possíveis aumentos nos juros caso a inflação permaneça acima da meta de 2% do Fed. Atualmente, está cerca de um ponto percentual acima desse nível.

Embora se espere uma desaceleração da inflação este ano, que deverá abrir caminho para novos cortes nos juros, a ata da reunião indica que "diversos ‌participantes manifestaram apoio a uma visão ambígua das futuras decisões do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) sobre ‌a taxa básica, considerando a ⁠possibilidade de ajustes para ⁠cima na meta da taxa de juros, caso a inflação permaneça acima da meta".

Outros participantes consideraram que ⁠os juros precisariam ser mantidos "por algum tempo", enquanto aguardavam ‌novos dados econômicos e de ‌inflação. Um subgrupo desse grupo argumentou que cortes podem não ser apropriados até que haja evidências de que a "desinflação esteja de volta aos trilhos".

Por outro lado, "diversos" participantes afirmaram que suas projeções para a inflação e a economia incluíam novas reduções nos juros.

A ata ⁠da reunião de janeiro apresentou um tom mais duro, com autoridades votando pela manutenção da taxa básica de juros na faixa atual de 3,50% a 3,75%, sinalizando que ela poderá permanecer nesse patamar por algum tempo. Investidores esperam que o Fed mantenha sua taxa básica de juros inalterada até a reunião de 16 ‌e 17 de junho, com cortes de 0,25 ponto percentual previstos para essa sessão e para a de setembro.

SUCESSÃO NA CHEFIA DO FED

A reunião de junho poderá ser a primeira ⁠sob o comando do indicado ao cargo de chair do Fed, Kevin Warsh, caso ele seja confirmado pelo Senado dos EUA a tempo de assumir o posto quando o mandato de Jerome Powell terminar em maio.

A próxima reunião do Fed está agendada para 17 e 18 de março, quando formuladores de política monetária divulgarão projeções econômicas e de juros atualizadas.

Dados divulgados desde a reunião de janeiro pouco contribuíram para resolver o debate sobre se o Fed deve priorizar a redução da inflação mantendo os custos de empréstimo nos níveis atuais ou apoiar o crescimento econômico e a geração de empregos com crédito mais barato.

A inflação de preços ao consumidor em janeiro foi mais fraca do que o esperado, mas a criação de empregos no mês superou as expectativas e a taxa de desemprego caiu, com a maioria das autoridades afirmando esperar que o crescimento econômico razoavelmente forte continue.

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