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Apple tem lista de fornecedores, peças e fotos do iPhone 18 Pro expostas após vazamento de dados da Tata

29 jun 2026 - 15h59
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Listas confidenciais de componentes ‌e fornecedores, além de fotos dos próximos modelos do iPhone 18 Pro da Apple, fazem parte de arquivos publicados na dark web pelo grupo de ransomware que roubou dados da Tata Electronics, fornecedora indiana da empresa norte-americana, de acordo com documentos e uma fonte.

A exposição ameaça o acordo cuidadosamente negociado de fabricação do iPhone, que a Apple monta com componentes de uma vasta rede de fornecedores no mundo. Também pode prejudicar a Apple e seu relacionamento com a Tata, visto que a maioria dos contratos com ⁠fornecedores é ferozmente protegida pela Apple, e ainda pode dar aos concorrentes, falsificadores e aos seus próprios fornecedores uma visão de quem ‌fabrica o quê.

A Tata, que fornece peças e monta iPhones como fabricante terceirizada, está se consolidando como uma das parceiras de produção mais importantes da Apple fora da China, uma expansão que é um pilar fundamental da iniciativa do primeiro-ministro Narendra Modi de ‌transformar a Índia em uma potência na fabricação de eletrônicos.

A Apple estaria a ‌caminho de lançar o iPhone 18 Pro e o Pro Max em setembro.

O vazamento ocorre em um momento delicado ⁠para a Apple, que na semana passada aumentou os preços do iPad e do MacBook devido à alta dos custos de chips de memória e armazenamento, e analistas esperam que a empresa aumente os preços do iPhone nos próximos meses.

A Reuters já havia noticiado o vazamento de mais de 200 mil arquivos da Tata Electronics na dark web, feito pelo World Leaks, que continham supostos projetos de componentes de iPhones antigos e de algumas peças da Tesla - ambas clientes da Tata.  Os arquivos também incluíam documentos da ‌Taiwan Semiconductor Manufacturing Co.  e Qualcomm , que fabricam componentes usados em iPhones.

Novos documentos analisados pela Reuters mostram que existem pelo menos seis arquivos que ‌mapeiam diversos componentes dos modelos do iPhone ⁠18 Pro para a empresa específica ⁠que os fornece. Isso inclui detalhes de chips na placa de circuito principal, além de partes da bateria e das câmeras.

A Apple considera esse ⁠detalhe sensível e está preocupada com a divulgação dos documentos na dark web, ‌já que se referem a modelos ainda ‌não lançados, segundo uma fonte familiarizada com o assunto. Os dados mapeiam fornecedores de peças para iPhone, informação que a Apple não divulga em seu banco de dados público de fornecedores, acrescentou a fonte.

No total, os documentos detalham centenas de componentes que estarão presentes nos próximos modelos do iPhone 18 Pro.

Os registros também mostram onde a Apple adquire peças de ⁠vários fornecedores e onde depende de apenas alguns, expondo tanto seu poder de negociação quanto suas vulnerabilidades.

Representantes da Apple e da Tata não responderam às perguntas da Reuters. O grupo World Leaks já reivindicou a autoria de uma invasão à Nike. A Reuters não verificou a autenticidade dos dados e não conseguiu contatar o World Leaks imediatamente para comentar o assunto.

O site de notícias AppleInsider noticiou na semana passada que documentos do iPhone 18 Pro faziam parte ‌do vazamento da Tata. A Reuters já havia relatado que a Apple está investigando o assunto e trabalhando com a Tata em medidas de longo prazo. A Tata restringiu o acesso interno a sistemas sensíveis enquanto investiga o vazamento e contratou ⁠uma consultoria global para realizar uma auditoria forense.

IMAGENS DE TESTE DE QUEDA

De acordo com uma fonte familiarizada com o assunto, vários dos arquivos vazados continham marcas d'água "confidencial" da Apple e nomes de código internos da empresa, consistentes com a geração do iPhone 18 Pro.

Dentro da pasta com os arquivos do iPhone 18 Pro, encontram-se fotografias de iPhones sendo submetidos a testes de queda em uma das fábricas da Tata, datadas do início de 2026. As fotos mostram um aparelho convencional, cinza e com formato retangular, com um conjunto de três câmeras traseiras e o logotipo da Apple.

A Reuters não conseguiu identificar com certeza o número do modelo do telefone, mas a fonte disse que as fotos são de modelos do iPhone 18 Pro.

Para a Apple e a Tata, a quebra de confiança afeta a base da parceria. A entrada da Apple na Índia depende da Tata, sua mais nova montadora principal, justamente quando a empresa diversifica cada vez mais suas operações para além da China.

A aposta rapidamente deu frutos: a Índia está a caminho de produzir 26% dos iPhones do mundo em 2026, um aumento em relação aos 6% de quatro anos atrás, segundo a Counterpoint, uma empresa de pesquisa.

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