Ameaça de tarifas de Trump ligada à Groenlândia pressiona mercados
Republicano quer assumir o controle da área comandada atualmente pela Dinamarca
No cenário internacional, os mercados iniciam a semana sob forte volatilidade após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar a intenção de impor tarifas de 10% a partir de 1º de fevereiro, podendo chegar a 25% em junho, contra oito países europeus que apoiam a independência da Groenlândia.
O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, interrompeu a sequência de altas e fechou o pregão de sexta-feira (16) em queda de 0,46%, aos 164.799,98 pontos, após duas sessões acima dos 165 mil pontos, puxado pelo movimento de realização de lucros.
A queda foi parcialmente contida pela Petrobras, que subiu 0,27% (ON) e 0,79% (PN), acompanhando a recuperação parcial do petróleo no mercado internacional. Já a Vale, maior peso do índice, avançou apenas 0,03%, perto da estabilidade.
O principal peso negativo veio do setor financeiro. As ações do Itaú PN caíram 0,83%, pressionando o desempenho do índice. Entre os destaques do dia, a Copasa disparou 2,51%, enquanto a Vamos teve a maior queda da Bolsa, com recuo de 9,09%.
Mesmo com o ajuste, analistas apontam que o fluxo de capital estrangeiro segue como um dos principais sustentáculos do mercado brasileiro no início de 2026, ao lado do desempenho das ações de Petrobras e Vale.
No câmbio, o dólar teve leve alta de 0,08%, encerrando o dia cotado a R$ 5,37, com o ambiente favorável ao carry trade.
No cenário internacional, os mercados iniciam a semana sob forte volatilidade após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar a intenção de impor tarifas de 10% a partir de 1º de fevereiro, podendo chegar a 25% em junho, contra oito países europeus que apoiam a independência da Groenlândia.
Líderes europeus sinalizaram retaliação comercial, elevando o risco de uma nova escalada nas tensões globais. O movimento ocorre em meio ao Fórum Econômico Mundial de Davos, que acontece sob forte incerteza geopolítica, enquanto a União Europeia mantém suspensas negociações comerciais com os EUA.
Já nos Estados Unidos, os mercados estão fechados nesta segunda-feira por feriado, mas a semana será marcada por dados importantes, como PIB, inflação (PCE) e balanços de empresas como Intel e Netflix, além da reunião do Banco do Japão (BoJ) no radar global.
No Brasil, a agenda econômica é mais esvaziada. Os destaques da semana serão a divulgação da arrecadação federal de 2025, a reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN) e o Boletim Focus, com as projeções para inflação, juros e crescimento.
No campo institucional, começa o pagamento do FGC a cerca de 150 mil investidores afetados pela liquidação do banco Master. O caso segue no radar após o STF prorrogar por 60 dias as investigações.
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