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Alemanha corre o risco de entrar em recessão conforme choque de energia do Irã afeta crescimento, afirmam economistas do DIW

10 jun 2026 - 08h37
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A economia da ‌Alemanha deverá entrar em recessão técnica este ano uma vez que o choque nos preços da energia provocado pela guerra no Irã prejudica a recuperação frágil, afirmou o instituto econômico ⁠DIW nesta quarta-feira, reduzindo pela metade sua ‌previsão de crescimento para 2026.

O DIW Berlin prevê agora que a maior economia da ‌Europa crescerá 0,5% este ‌ano e 0,8% em 2027, cerca de ⁠meio ponto percentual a menos do que o previsto na primavera.

O instituto afirmou que a produção provavelmente sofrerá uma ligeira contração tanto no segundo quanto no terceiro trimestre, antes ‌de se estabilizar no final do ano.

Muitos economistas ‌definem uma recessão ⁠como ⁠dois trimestres consecutivos de queda no Produto Interno Bruto de ⁠um país.

O ‌DIW afirmou que os ‌custos mais altos do petróleo e do gás estão elevando os preços ao consumidor, enfraquecendo o poder de compra das ⁠famílias e aumentando a incerteza para as empresas.

A inflação deve atingir 2,9% este ano e 3% em 2027, acima da meta de 2% do Banco ‌Central Europeu.

"O choque nos preços da energia está desacelerando visivelmente a recuperação — mas não estamos ⁠passando por uma repetição de 2022/23", disse a chefe de previsões do DIW, Geraldine Dany-Knedlik, acrescentando que a oferta de energia permanece segura e que a Alemanha está menos dependente das importações de combustíveis fósseis do que após a invasão da Ucrânia pela Rússia.

O DIW acrescentou que os gastos públicos, incluindo maiores despesas com defesa e fundos para infraestrutura, estão impedindo uma desaceleração ainda mais acentuada.

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