Virgínia Rosa celebra sucesso de Dona Nora em Coração Acelerado: 'Conecta as pessoas'
No ar como a guardiã de saberes ancestrais na trama das 19h, a atriz e cantora detalha o processo de criação da personagem e como equilibra a carreira
Com uma voz que marcou gerações na música brasileira, Virgínia Rosa agora empresta sua serenidade a Aldenora, a Dona Nora, em "Coração Acelerado". Na trama das sete, ela vive uma "Grande Mãe" que cura através das ervas e da escuta. O papel tem gerado grande identificação, remetendo ao imaginário coletivo das avós sábias e acolhedoras.
Para Virgínia, a construção desse papel foi um encontro de interesses pessoais com a técnica profissional. "A minha preparação começa a partir de mim pois já tinha um interesse por esses temas como saúde do corpo, mente e espírito. Quando fui convidada para interpretar Nora também tive uma sensação muito boa conforme a produtora foi me descrevendo o perfil da personagem", revela a atriz.
Processo de criação e conexão com o público
A personagem é descrita pela artista como um trabalho em evolução constante. "Fui somando todas essas informações e fui criando minha Nora que até hoje está em permanente construção pois as cenas pedem uma mente aberta, um corpo disponível para receber a inspiração. Quando você está presente na cena, a magia acontece", explica.
Esse empenho reflete diretamente na resposta de quem assiste. Sobre o carinho dos telespectadores, Virgínia é enfática: "Fiquei muito feliz com essa resposta que veio do público, me enche de alegria! Eu acho que o que conecta as pessoas à Nora é justamente essa lembrança que temos dessa 'senhora sábia' que pode ter sido nossa mãe, nossa avó, nossa tia... Esse arquétipo que acho que todos nós temos e que buscamos de algum modo quando estamos enfermos, aflitos. Um colo que nos acolha".
Evolução técnica e o equilíbrio com a música
Desde sua estreia em Babilônia (2015), Virgínia sente que a experiência trouxe novos horizontes para sua interpretação. "Eu acho que estou mais segura e consequentemente tenho me divertido mais. E sinto mais inspirada também e isso me leva a ousar ir um pouco além dos textos que nos são enviados e não necessariamente mudar ou ampliar o texto, aliás muito bem escritos pelas autoras. Mas é aquela 'cereja do bolo' que leva o diretor gritar: CENA!", comemora.
Mesmo brilhando nas telas, ela não deixa de ser a cantora diversa que passou pelo samba, jazz e agora homenageia Raul Seixas no show "Luz das Estrelas". Sobre conciliar as duas carreiras, ela esclarece: "Geralmente quando estou em uma novela a prioridade é a novela e os trabalhos relacionados à minha carreira de cantora ficam um pouco suspensos e tudo bem. Nessa trama que tem a música sertaneja muito presente nunca me afasto totalmente desse ambiente musical e até quem sabe a personagem venha a cantar".
Ela finaliza reforçando que a música e a atuação são faces da mesma moeda em sua vida: "Na verdade é uma separação momentânea. Dentro de mim essas habilidades nunca estão separadas, sempre se completam. Tudo que eu vou assimilando com minhas experiências de vida e também artísticas se tornam ferramentas quando é necessário usá-las na construção de uma personagem. A diversidade sempre presente na minha carreira como cantora é libertador e me abre uma visão muito mais interessante da vida, das pessoas, das situações... A vida é um constante movimento e creio que a diversidade nos coloca sempre atentos ao novo. Sendo uma das minhas características marcantes nos meus trabalhos musicais abre uma porta para construção de personagens mais humanos com nuances que cria uma empatia e simpatia com o público".
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