Whindersson fala de sua reabilitação: 'Estava confundindo a realidade'
No programa de Fábio Porchat, Whindersson Nunes detalha os gastos de sua internação em 2025, relembra confusões mentais e celebra nova fase
Pouco mais de um ano após o anúncio de sua internação para cuidar da saúde mental, Whindersson Nunes abriu o jogo sobre o período em que buscou ajuda profissional. Em participação no programa 'Que História É Essa, Porchat?' nesta terça-feira (28), o humorista relatou, com seu humor característico, o que o levou a tomar essa decisão drástica em fevereiro de 2025.
Whindersson explicou que o limite foi atingido quando começou a perder a noção da realidade. Ele relembrou um episódio confuso envolvendo o animal de estimação de um amigo que acendeu o sinal de alerta.
"Eu acho que todo mundo tem esse momento de pensar 'rapaz, eu acho que estou enlouquecendo'. Eu acho que todo mundo tem esse momento e também porque eu estava realmente confundindo a realidade, não estava mais ouvindo coisa com coisa. Uma vez, um amigo meu chegou com o cachorro dele e eu fui cumprimentá-lo, eu cumprimentei o cachorro e fiquei passando a mão nele. Eu juro pelo meu filho que está no céu que isso aconteceu. Na hora, a gente riu muito, mas depois eu pensei: 'Cara, você não está batendo legal'. Foi aí que eu percebi que eu precisava de ajuda de profissionais e me internei", relembrou.
A rotina e o valor da mensalidade
A revelação que mais chocou o público foi o custo do tratamento. Whindersson contou que a mensalidade da clínica chegava a R$ 80 mil, o que gerou uma reação imediata no artista. "Quando sentei no vaso [sanitário] sabendo o valor, eu fiquei bom da cabeça na hora [risos]. Eu disse: 'Eu fico só uns 15 dias mesmo, está bom'", brincou ele sobre o alto investimento.
Apesar do tom cômico, ele ressaltou a importância da estrutura que encontrou, com horários fixos para dormir, comer e realizar atividades. O sentimento de pertencimento foi fundamental para sua recuperação. "É exatamente como aqui fora, a diferença é que você sabe a desgraça que cada um tem. Eu me senti pertencente."
A alta hospitalar não significou o fim do cuidado. O humorista revelou que voltou para casa acompanhado por um acompanhante terapêutico (AT) por um período. Além disso, as conexões feitas na clínica permanecem vivas através de um grupo de mensagens com um nome curioso. "Eu vou na casa deles, eles vão no meu show. Temos um grupo de mensagens chamado 'os esquisitos'", contou.
Consolidando sua fase atual de bem-estar, Whindersson afirma que o processo foi transformador e que hoje possui muito mais segurança para falar de suas vulnerabilidades. "Existe um Whindersson antes e depois", concluiu o artista, celebrando sua evolução pessoal.
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