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Susana Vieira critica atriz falecida e reage após fala de Lilia Cabral sobre a famosa: 'Tô com vergonha'

Susana Vieira ficou surpresa ao ver fala de Lilia Cabral sobre atriz que ela criticou

29 jul 2026 - 00h37
(atualizado às 12h22)
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Nesta terça-feira (28), a TV Globo exibiu a edição do Conversa com Bial que teve a presença de Susana Vieira, Lilia Cabral e Isabel Teixeira. Em certo momento da atração, Susana resolveu falar sobre Odete Roitman, vilão de Vale Tudo que foi interpretada por Beatriz Segall na primeira versão e por Debora Bloch no remake.

Lilia Cabral e Susana Vieira no Conversa com Bial (Reprodução/TV Globo)
Lilia Cabral e Susana Vieira no Conversa com Bial (Reprodução/TV Globo)
Foto: Contigo

"Vamos lembrar da novela que a Debora Bloch fazia. Ela fazia um personagem que foi feito pela Beatriz Segall. Então, por exemplo, a Beatriz já tinha uma postura de uma pessoa séria, de uma pessoa distante. Ela, como pessoa. Uma pessoa até um pouco antipática", avaliou a veterana sobre a atriz que morreu em setembro de 2018, aos 92 anos.

"Muito bem, quando entrou a menina [Debora] no ar, a menina é ótimo, porque pra mim, essa criançada toda eu já era velha e peguei eles jovens, ela entrava, mas ela não imprimia o medo que a Beatriz Segall dava. Então realmente ela tinha que dar um pouco mais de cor para ela fazer as coisas", declarou a estrela.

Lilia, que viveu Aldeíde Candeias no enredo, decidiu se manifestar sobre o assunto. "Era muito interessante porque depois que ela [Beatriz] me viu no teatro, ela começou a conversar mais comigo. E era muito bom conversar com ela porque era uma pessoa extremamente culta", enalteceu a artista.

SURPREENDIDA

"Eu tô com vergonha de ter falado da Beatriz Segall. Eu falei que era uma pessoa distante, de difícil acesso, ela falou tudo ao contrário. Que ela era uma bonequinha, que ela era um amor, que era uma tchutchuquinha", reagiu Susana.

"Quando ela entrava, de fato ela nem olhava na nossa cara, mas depois no camarim era a pessoa mais doce, conversava", seguiu Cabral. "Só com a Susana que ela tinha esse negócio", ironizou Bial. "Tô passada", afirmou Vieira, causando risos na plateia.

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VEJA MAIS DA SUSANA NA TV

A trajetória de Susana Vieira na teledramaturgia brasileira é marcada por papéis memoráveis que a consagraram como uma das atrizes mais icônicas da televisão. Após passagens pela TV Tupi e Excelsior, a atriz estreou na TV Globo nos anos 1970, conquistando seu primeiro grande protagonismo em Anjo Mau (1976), no papel da controversa babá Nice. Ao longo das décadas de 1980 e 1990, ela emendou trabalhos de enorme repercussão, destacando-se como a voluntariosa Gonçala em Bambolê (1987), a extrovertida Clarita em Mulheres de Areia (1993) e a inesquecível vilã Branca Letícia de Barros Mota em Por Amor (1997), atuação que entrou para a história das novelas pela acidez e pelas frases marcantes.

O topo de sua popularidade e aclamação popular veio nos anos 2000, quando Susana deu vida à protagonista Maria do Carmo em Senhora do Destino (2004). O embate entre a nordestina batalhadora e a vilã Nazaré Tedesco (Renata Sorrah) tornou-se um marco absoluto de audiência e cultura pop no país. Pouco depois, a atriz voltou a brilhar na faixa nobre em Duas Caras (2007) no papel da destemida Branca Maria, reforçando sua capacidade única de transitar entre a comédia rasgada, o drama profundo e personagens de personalidade forte e expansiva, muito semelhantes ao seu próprio carisma na vida real.

Nas décadas seguintes, Susana Vieira manteve sua presença indispensável nas produções da Globo, mostrando versatilidade em papéis de destaque como a ex-chacrete Pilar em Amor à Vida (2013), a comunitária Adisabeba em A Regra do Jogo (2015) e a batalhadora Cândida no remake de Terra e Paixão (2023). Com mais de 50 anos dedicados às novelas, a atriz construiu uma carreira sólida e diversa, tornando-se sinônimo de talento, energia e vitalidade em cena, além de ser uma das figuras mais queridas e respeitadas pelo público brasileiro.

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