Sérgio Menezes se empolga com Diogo em 'Bela, a Feia'
A diversidade de personagens que interpretou é motivo de orgulho de Sérgio Menezes. Em seus 10 anos de tevê, o ator fez papéis de escritor, escravo, fotógrafo, médico e pescador. Mas é na pele do pernóstico diretor de arte Diogo, de Bela, a Feia, que ele considera encarar seu personagem mais complexo. "Nunca quis ficar marcado e tive sorte de conseguir papéis diversificados. O Diogo coroou essa multiplicidade por ter um perfil muito peculiar. Ele me permite mostrar uma nova face como ator", empolga-se.
Para viver o afetado diretor, Sérgio teve de emagrecer 10 kg e buscou referências em filmes e produtores de moda famosos. O ator se diz surpreso com a reação das pessoas nas ruas, que, segundo ele, costumam dar mais importância à arrogância do personagem do que às dúvidas sobre sua sexualidade. "A novela não explicita a opção sexual dele e acho interessante o público não se prender a isso. A atenção das pessoas está mais voltada para o caráter do que para a sexualidade", afirma.
Nome: Sérgio Menezes dos Reis.
Nascimento: 23 de novembro de 1972, no Rio de Janeiro.
Primeiro trabalho na tevê: Jesus, em Força de um Desejo, exibida pela Globo em 1999.
Atuação inesquecível: Diogo em Bela, a Feia.
A que gosta de assistir: Programas jornalísticos.
A que nunca assistiria: Programas de auditório. "Não gosto desse tipo de formato".
O que falta na televisão: "O teleteatro poderia voltar a existir. Não cheguei a viver essa época, mas gostaria muito de ter participado".
O que sobra na televisão: Sensacionalismo.
Ator favorito: Philip Seymour Hoffman.
Atriz favorita: "Busco muitas referências no trabalho da Andréa Beltrão e da Esther Góes. Não dá para escolher uma favorita".
Com quem gostaria de contracenar: "Queria contracenar mais com a Simone Spoladore, que também está em Bela, a Feia. Nós quase não temos cenas juntos".
Se não fosse ator, o que seria: Militar. "Não segui a carreira militar por muito pouco".
Novela: Vale Tudo, exibida pela Globo em 1988 e reprisada em 1992.
Um vilão marcante: Odete Roitman, de Beatriz Segall, em Vale Tudo.
Papel que mais trouxe retorno do público: Bruno, de Celebridade.
Novela que gostaria que fosse reprisada: Celebridade.
Par romântico inesquecível: "Eu e Ana Carbatti como Jesus e Zulmira em Força de um Desejo".
Com quem gostaria de fazer par romântico: Natalie Portman.
Filme: Ligações Perigosas, de Stephen Frears.
Diretor: Andy e Larry Wachowski.
Um vexame: "Eu devia ter uns 15 anos, quando bebi demais no Natal e acabei dormindo no sofá. Acordei com vários palitos de fósforo no ouvido e no nariz, que meus primos haviam colocado. Eles tiraram fotos e me sacanearam por um bom tempo".
Uma mania: Fazer exercícios.
Medo: "Não conseguir realizar meus projetos".
Projeto: "Refazer o musical A Pequena Loja dos Horrores, montado pela Cláudia Raia nos anos 90".