‘Quem Ama Cuida’ esquenta mistério de assassinato e precisa evitar erro de ‘Vale Tudo’ no final
Fábia e Carmita se mostram ambiciosas e passionais a ponto de cometer uma loucura
Duas personagens estão pedindo para entrar na lista de suspeitos de ter matado Arthur Brandão (Antônio Fagundes) em ‘Quem Ama Cuida’.
Fábia (Flávia Alessandra) causou estranhamento numa cena em que ironizou a altura de onde o joalheiro foi empurrado à morte.
Passou a impressão de que seria capaz de atirar lá embaixo a cachorrinha de estimação da cunhada Pilar (Isabel Teixeira), que segurava no colo.
Do nada, lançou um olhar de vilã.
Será que a dondoca tem uma maldade enrustida?
Ela já demonstrou extremo apego à vida luxuosa proporcionada pelo marido-banana, Ulisses (Alexandre Borges).
Hipoteticamente, uma ameaça de Arthur de demiti-lo — e, consequentemente, baixar o padrão de vida do casal — poderia levar Fábia a cometer uma loucura para garantir a continuidade da gastança.
A outra que flerta com a passionalidade potencialmente fatal é Carmita (Débora Evelyn).
Ela viveu um romance com o empresário na juventude e tentou convencê-lo a não se casar com Adriana (Letícia Colin).
Alimentava a esperança de reconquistar o bom-partido. Foi rejeitada.
Na atual fase, a granfina lida com a decadência financeira. Levou um golpe de um vigarista bonitão.
Endividada, furtou um anel (falso) de Pilar. Mostra-se capaz de tudo. Até acabar com a vida do homem que diz ter amado.
Os autores Walcyr Carrasco e Cláudia Souto acertam ao ampliar a lista de personagens ambíguos que poderiam ter cometido o crime.
Inicialmente, a desconfiança estava centralizada em Pilar, Ulisses, Ademir (Dan Stulbach) e Diná (Rosi Campos), a governanta que nutria paixão platônica pelo patrão.
Seria interessante que o assassino de Arthur não estivesse entre os mais visados pelo público.
Evitaria anticlímax semelhante ao da revelação de que Odete Roitman (Débora Bloch) foi ‘morta’ (apenas baleada, como se viu depois) por Marco Aurélio (Alexandre Nero).
Depois de meses de expectativa, o aguardado momento no último capítulo de ‘Vale Tudo’ não surpreendeu. O executivo era um dos principais suspeitos. Faltou emoção.
O manjado ‘quem matou?’ é o clichê dos clichês em novelas, por isso, precisa ser impactante no momento de se desvendar a identidade do assassino.
Após meses dando audiência, o público merece alguma criatividade da parte dos autores.
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