Por que a Globo enviou Renata e não Tralli para ancorar o ‘JN’ na Copa em Nova York
Escolha da âncora para a cobertura nos Estados Unidos passa por hierarquia, tradição e estratégia
Uma pergunta quase descabida circulou por muitos perfis de redes sociais nos últimos dias.
‘Por que a Globo enviou Renata Vasconcellos e não César Tralli aos Estados Unidos para ancorar o ‘Jornal Nacional’ na cobertura da Copa?’
A resposta pode começar com outro questionamento: e por qual razão deveria ser Tralli?
Simplesmente por ser homem, ter mais seguidores digitais e se tratar de uma competição esportiva masculina?
Renata Vasconcellos tem prioridade, obviamente. Questão hierárquica. Ela é apresentadora titular do ‘JN’ há 10 anos.
O colega chegou há apenas sete meses.
Há um fator que pesa dentro da lógica da própria Globo: a manutenção da identidade do telejornal em coberturas de grande visibilidade.
O ‘JN’ preserva, nesses momentos, a figura já consolidada como seu principal rosto, reforçando a continuidade editorial e a marca do produto.
Renata está associada a essas ocasiões de maior exposição internacional, o que ajuda a sustentar essa percepção de estabilidade do telejornal, enquanto Tralli ainda constrói sua presença nesse espaço simbólico da bancada.
Lembram que Fátima Bernardes era a principal presença feminina do telejornalismo da Globo em Copas? Renata a sucede com igual competência e carisma.
A jornalista funciona muito bem fora do estúdio, no contato com entrevistados famosos ou anônimos.
Além disso, sua presença direto da Times Square insere um charme extra às transmissões do ‘JN’ no mais importante evento do futebol.
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