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TV

Família diz que série sobre Gianni Versace é 'ficção'

Seriado na TV dos EUA abordará assassinato do estilista italiano

8 jan 2018
17h10
atualizado às 19h01
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A família italiana Versace emitiu um comunicado nesta segunda-feira (8) negando a veracidade de um seriado sobre o assassinato do fundador da grife homônima, Gianni Versace, que estreará na TV dos Estados Unidos em 17 de janeiro.

O caso protagoniza a segunda temporada da série "American Crime Story" e também passará na televisão italiana. A atração é produzida por Ryan Murphy, Nina Jacobson e Brad Simpson e reconstituirá as circunstâncias da morte de Gianni.

Foto de arquivo de Gianni Versace tirada em janeiro de 1997
Foto de arquivo de Gianni Versace tirada em janeiro de 1997
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

O estilista, interpretado por Édgar Ramírez, foi morto com dois tiros na nuca em sua mansão em Miami, em julho de 1997, pelo serial killer Andrew Cunanan, vivido por Darren Criss. Já Penélope Cruz dará vida a Donatella Versace, atual diretora de criação da grife.

A série é baseada no livro "Vulgar favors", de Maureen Orth. "A família Versace não autorizou nem teve qualquer envolvimento na série televisiva dedicada à morte de Gianni Versace. Dado que a Versace não autorizou o livro no qual ela é parcialmente baseada, essa série televisiva deve ser considerada como uma obra de ficção", diz a nota.

Além disso, a família "se reserva o direito" de tomar "procedimentos legais" após a estreia do seriado. No entanto, Murphy diz estar convencido de que a atração não criará atritos com os Versace. "Fomos muito respeitosos com a família Versace.

Donatella estava preocupada sobre como teríamos retratado seus filhos na época dos fatos, e eu, como pai, entendo certas exigências", afirmou, em um encontro com críticos de TV.

Os filhos da estilista, Allegra e Daniel, sobrinhos prediletos de Gianni, não aparecem em "American Crime Story". O assassino do fundador da grife, Cunanan, um garoto de programa homossexual e viciado em drogas, se suicidou com um tiro na boca poucos dias depois do crime. Até hoje não se sabe os motivos do homicídio.

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Ansa - Brasil   

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