Curta e 100% gravada, nova novela é prova de fogo à Globo
‘Um Lugar ao Sol’ tem o desafio de atrair o público perdido na pandemia e preparar o caminho para a aguardada ‘Pantanal’
Após 18 meses, a Globo retoma a normalidade em sua principal faixa de teledramaturgia, a das 21h. Estreia nesta segunda-feira (8), ‘Um Lugar ao Sol’, primeira novela da autora Lícia Manzo no horário.
O folhetim será mais curto do que o habitual, com 107 capítulos, e está 100% gravado. A duração reduzida pode deixar a trama mais dinâmica, porém, representa faturamento menor na comparação com o lucro das produções convencionais, com cerca de 150 episódios.
Começar já toda pronta deixa ‘Um Lugar ao Sol’ em desvantagem. Não haverá como corrigir personagens e histórias, algo que os autores normalmente fazem a partir da reação do público e da aferição da Kantar Ibope.
Geralmente as novelas têm uma frente de 10 a 15 capítulos gravados, ou seja, é possível alterar a rota rapidamente. Nesse caso, qualquer problema terá que ser resolvido na edição. Não vão gravar novas cenas.
Outra questão envolve a audiência. ‘Um Lugar ao Sol’ tem a missão de elevar os números. A recém-encerrada reprise de ‘Império’ marcou média geral de 27,3 pontos, índice baixo para o padrão das 9 da noite. Na Globo, o mínimo aceitável são 30 pontos e a meta, 35 pontos.
Ainda que a emissora não demonstre grande expectativa, a novela precisa dar certo para pavimentar boa estreia a ‘Pantanal’, grande aposta do canal no pós-pandemia. O remake do sucesso da TV Manchete, de 1990, irá ao ar a partir de março.
‘Um Lugar ao Sol’ gira em torno de gêmeos separados ainda bebês. Um deles é assassinado no lugar do outro e o sobrevivente assume a identidade do irmão morto. Papéis de Cauã Reymond em sua primeira novela desde 2015, quando fez ‘A Regra do Jogo’.
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