Com transformação de Narizinho em pedra por Cuca, O Picapau Amarelo estreia 4ª temporada no SBT com reforço no elenco e crossovers
VEM AÍ
A 4ª temporada de O Picapau Amarelo estreia no SBT com Pedrinho, Emília e Visconde em missão para salvar Narizinho, transformada em pedra pela Cuca. A nova fase traz crossovers literários, lendas do folclore e participações de nomes como Helen Ganzarolli e Marlei Cevada. Consolidando a estratégia multiplataforma da emissora, a produção já tem 5ª temporada em gravação e destaca no elenco o ator e jornalista Tiago Bezerra, que vive o intelectual Visconde de Sabugosa após anos de ligação com a obra.
A terceira temporada de O Picapau Amarelo chegou ao fim com um dos ganchos mais dramáticos da obra de Monteiro Lobato: o momento em que a jacaroa Cuca (Kelly Guidotti e André Milano) transforma Narizinho (Marianna Santos) em pedra.
A continuação dessa saga ganha as telas do SBT a partir de sábado, 17 de outubro, dentro do programa infantil Sábado Animado.
Na nova leva de episódios, Pedrinho (Felipe Lago), Emília (Débora Gomez) e Visconde de Sabugosa (Tiago Bezerra) ignoram os avisos de Dona Benta (Patricia Mayo) e Tia Nastácia (Bibba Chuqui) sobre os riscos da jornada e partem em uma missão direta à gruta da vilã para resgatar a amiga.
Participações especiais em O Picapau Amarelo
A quarta temporada aposta em grandes nomes do elenco do SBT e comediantes para dar vida a personagens icônicos do imaginário infantil:
- Elenco de Estrelas: Helen Ganzarolli interpreta a Rainha Má; os humoristas Marlei Cevada e Tuca Graça vivem, respectivamente, o Coelho e o Major Agarra; Adriano Arbool assume o papel do Lobisomem; e Henrique Sganzerla dá vida ao Príncipe Escamado.
- Crossovers Literários: Além do retorno de Dona Carochinha e figuras dos contos de fadas como Branca de Neve e Alice no País das Maravilhas, o sítio recebe o personagem infantil Kaboo.
- Folclore Nacional e Datas Comemorativas: Lendas do folclore brasileiro como o Saci, a Caipora e o Lobisomem ganham destaque em episódios temáticos que abordam celebrações culturais como Carnaval, Páscoa e Festa Junina.
Franquia em Alta: Estreia, +SBT e 5ª temporada em gravação
O lançamento da nova temporada consolida a estratégia do Grupo SBT em fortalecer suas marcas infanto-juvenis no ecossistema multiplataforma:
- Exibição na TV Aberta: A 4ª temporada estreia nas manhãs de sábado (17/10), integrada ao Sábado Animado.
- Streaming e YouTube: Os episódios anteriores continuam disponíveis no catálogo do +SBT e no canal SBT Kids no YouTube, plataforma que acaba de completar 1 ano no ar.
- Renovação Garantida: A emissora confirmou que a 5ª temporada da atração já está em fase de gravação nos estúdios do CDT da Anhangüera.
Entrevista com Tiago Bezerra
No início da série O Picapau Amarelo, do SBT, Visconde era interpretado por outro ator. Tiago deu vida ao personagem a partir da segunda temporada.
O que chamou a atenção de Jefferson ao conhecer Tiago foi o fato de ele ser jornalista e já ter atuado como âncora na Band e na Rede Vanguarda, afiliada da Globo.
Quando Jeff viu o perfil de Tiago, percebeu semelhanças com Visconde na forma de se posicionar. O ator, assim como o escritor, também nasceu na região do Vale do Paraíba.
Em Taubaté, Tiago trabalhou no Museu Monteiro Lobato, onde interpretou Pedrinho. Sua familiaridade com a obra chamou a atenção, pois ele já havia estudado o personagem.
De vez em quando, também substituía o ator que interpretava Visconde e outros personagens. Tiago fez o teste no SBT e foi aprovado por sua boa comunicação corporal e pela eloquência na fala.
1. Visconde representa o conhecimento e a curiosidade científica. Como equilibrar esse lado mais racional com o humor e as situações absurdas que acontecem no Sítio?
Acho que o segredo está justamente em interpretar tudo com seriedade, sem deixar o lúdico de lado! O Visconde é um intelectual, um cientista, alguém que está sempre tentando encontrar explicações para o mundo. E, muitas vezes, o mundo do Sítio não colabora muito com isso, porque tem magia e pó de pirlimpimpim por todos os lados. O humor surge desse contraste: ele tenta organizar racionalmente situações que nem sempre fazem sentido. Gosto de pensar que, por mais absurdo que seja o que está acontecendo, o Visconde sempre acredita que existe uma explicação científica para tudo.
2. Se Visconde tivesse acesso à internet e às redes sociais, como você imagina que ele se comportaria?
Acho que ele teria um perfil em todas as redes sociais, vários livros digitais e um canal para compartilhar suas descobertas científicas! Provavelmente corrigiria informações equivocadas nos comentários e quase sempre iria expor seu ponto de vista! Mas também seria aquele tipo de pessoa que começa pesquisando uma coisa e, quando percebe, passou cinco horas lendo sobre outro assunto. A curiosidade dele não teria limites.
3. Visconde vive cercado de livros e descobertas. Você precisou pesquisar ou estudar algo específico para construir o jeito de falar e agir do personagem?
Minha relação com esse universo começou muito antes da série. Trabalhei no Museu Monteiro Lobato, em Taubaté, interpretando Pedrinho e outros personagens, e já conhecia bastante a obra. Para construir o Visconde, busquei compreender sua personalidade , sua inteligência, sua eloquência e essa maneira muito particular de observar o mundo. Também trabalhei a postura corporal, os gestos e o ritmo da fala, porque acredito que tudo isso ajuda a construir um personagem tão característico.
4. Você também é jornalista de formação. Acredita que essa profissão ajudou, de alguma forma, na sua construção como ator?
Com certeza! O jornalismo me ensinou a pesquisar, observar, ouvir e organizar ideias. Também me deu muita experiência diante das câmeras e desenvolveu minha comunicação verbal. Tudo isso contribui para a atuação, embora sejam profissões com objetivos diferentes. No caso do Visconde, por exemplo, a eloquência e a maneira de construir um raciocínio são características importantes. Acho que minha experiência como jornalista me ajuda a trabalhar esses aspectos, mas é a preparação como ator que me permite transformar tudo isso em interpretação.
5. Para você, qual é o maior desafio de interpretar personagens que já fazem parte da memória afetiva de tantas famílias brasileiras?
É entender que você não está interpretando apenas um personagem, mas também uma lembrança afetiva de muita gente! O Visconde faz parte da infância de diferentes gerações, e isso traz uma responsabilidade enorme. Ao mesmo tempo, é muito bonito poder contribuir para que esse personagem continue vivo e conquiste novas crianças. Meu desafio é respeitar tudo o que ele representa, sem deixar de construir a minha própria interpretação.
6. Antes de interpretar Visconde na série, você trabalhou no Museu Monteiro Lobato, em Taubaté, onde interpretou Pedrinho e chegou a substituir o ator de Visconde. Como essas experiências anteriores ajudaram você a conquistar o papel e a construir sua interpretação? Imaginava chegar onde chegou hoje?
Essa história é muito especial para mim! Comecei a trabalhar no Museu Monteiro Lobato em 2009, interpretando Pedrinho, e, em algumas ocasiões, também substituía os atores que faziam o Visconde. Na época, eu não imaginava que, anos depois, teria a oportunidade de interpretar o personagem em uma série de televisão do SBT. Quando surgiu o convite do Jefferson Cândido para integrar o elenco, eu já tinha uma relação muito próxima com aquela obra e conhecia bem esse universo. Acredito que essa familiaridade, somada à minha experiência como ator e comunicador, contribuiu para o resultado. Olhando para trás, é emocionante perceber esse reencontro: comecei nesse universo como Pedrinho e hoje dou vida ao Visconde. É como se uma parte importante da minha história artística tivesse encontrado um novo capítulo! E eu fico muito feliz por poder compartilhar isso com o público.
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