Passou da hora de a Globo escalar Renata Lo Prete para apresentar o ‘Jornal Nacional’
Jornalista reforça a credibilidade da cobertura política da emissora com sua postura de âncora
Em novembro de 2024, esta coluna enviou um e-mail à assessoria de imprensa da Globo perguntando por que Renata Lo Prete não fazia parte do rodízio de apresentadores eventuais do ‘Jornal Nacional’, como aconteceu com seus antecessores no comando do ‘Jornal da Globo’. Não houve resposta.
Quase dois anos depois, a dúvida permanece e a ausência dela na principal bancada da televisão brasileira parece ainda mais injustificável após o elogiado desempenho ao sabatinar Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) no ‘Entrevista com o Candidato’.
Por outro lado, as habilidades de Lo Prete não cabem no formato engessado do ‘JN’, onde os apresentadores apenas leem as notícias, sem espaço nem liberdade para fazer análises aprofundadas, marca registrada da jornalista no ‘JG’.
Ela incorpora com excelência o conceito de âncora, com total domínio dos assuntos, ampla capacidade de contextualização e questionamento firme de entrevistados. E faz isso de maneira discreta, sem roubar o protagonismo da informação.
Sua presença no ‘Jornal Nacional’ faria bem à imagem do telejornal, mas, na prática, Lo Prete não precisa desse posto. Seu prestígio já está mais do que consolidado. Pena que, no dia a dia, seja vista somente por uma pequena parcela dos telespectadores no fim de noite ou no início de madrugada. A apresentadora completará 10 anos como titular do 'Jornal da Globo' em novembro.
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