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Comentaristas de TV condenam o nível de agressividade do debate que lembrou os antigos telebarracos

Confronto entre presidenciáveis na Band gera análises ao vivo na GloboNews e na Jovem Pan News

19 out 2026 - 00h03
(atualizado às 00h03)
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Como espetáculo de televisão, o debate da Band entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) foi excessivamente agressivo, como alguns episódios do ‘Casos de Família’ e dos antigos telebarracos de Márcia Goldschmidt.

“Foi aquém da proposta que a Band ofereceu”, afirmou o cientista político Fernando Schüler no ‘Canal Livre’. “Eles usaram o momento para aumentar a rejeição (um do outro) e fazer cortes para a internet.”

Outro comentarista político da Band, Carlos Andreazza, disse que a emissora “fez a parte dela”, mas os candidatos optaram pelo “baixo nível”.

“Foi um debate ou um embate?”, perguntou o apresentador Erick Bang na GloboNews. “Houve pouca troca de argumentos. Cada um falava o que queria”, analisou Fernando Gabeira. Ele chamou de “linguagem egocêntrica” a postura dos dois candidatos.

Ana Flor lembrou que Lula e Flávio passaram por treinamento para o debate, mas, mesmo assim, se mostraram “tensos e nervosos” no início.

A jornalista disse ter apurado que em grupos de leitores indecisos que assistiram ao debate houve “uma reclamação geral do nível de ataque de um candidato para o outro”. 

“Como se, em alguns momentos, esquecessem do eleitor e ficassem se atacando, e os indecisos ficaram sem uma decisão tomada ou, talvez, ainda mais indecisos porque não gostaram do que viram.”

Na Jovem Pan News, o comentarista Roberto Motta deu sua visão sobre o evento. “Isso não é debate no sentido clássico, onde você apresenta ideia, discute prós e contras. Esses confrontos políticos são, principalmente, embates de imagem.”

“Foi um debate de oportunidades perdidas”, afirmou Fábio Piperno no mesmo canal. “Faltou o candidato ser mais bem-treinado para sair das cordas.” 

Ele ressaltou que os mesmos temas polêmicos de um presidenciável contra o outro devem aparecer no debate da Globo, no dia 23, considerado decisivo para o resultado das urnas.

A jornalista Helen Braun também opinou. “Me parece que Lula jogou para a sua militância, Flávio jogou para a sua militância e, dentro das (pesquisas) qualitativas que eu estava olhando, não mudou um voto.”

Um dos momentos tensos do debate na Band: os mediadores Adriana Araújo e Eduardo Oinegue precisaram erguer a voz para Flávio Bolsonaro (PL), Lula (PT) e a plateia no estúdio
Um dos momentos tensos do debate na Band: os mediadores Adriana Araújo e Eduardo Oinegue precisaram erguer a voz para Flávio Bolsonaro (PL), Lula (PT) e a plateia no estúdio
Foto: Reprodução
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