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Por trás do beijo na boca de Wagner Moura e Jean Wyllys

Anos antes da cena vista em Berlim houve um selinho que fortaleceu a cumplicidade entre o ator-cineasta e o ex-deputado

19 fev 2019
12h16
atualizado às 12h20
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Encenada pela primeira vez em 1961, a peça O Beijo no Asfalto, do dramaturgo ‘maldito’ Nelson Rodrigues, chocou a tradicional família brasileira ao apresentar dois homens unidos pelos lábios em um momento de extrema dramaticidade.

O beijo entre dois amigos de longa data ganhou conotação política
O beijo entre dois amigos de longa data ganhou conotação política
Foto: Reprodução

Corta para fevereiro de 2019. Quase seis décadas depois daquele espetáculo que se tornou um clássico do teatro brasileiro, outro beijo na boca entre dois sujeitos suscita espanto, incompreensão e revolta.

O flagra do gesto de afeto entre Wagner Moura e Jean Wyllys aconteceu após a exibição no Festival de Berlim do longa Marighella, que marca a estreia como diretor do astro de Tropa de Elite e Narcos.

O vídeo do beijo viralizou na internet brasileira e gerou incontáveis prints e montagens nas redes sociais.

Portais de notícias criaram manchetes. Militantes de direita críticos a Moura e Wyllys dispararam artilharia pesada.

O tal beijo selou o reencontro de amigos dos tempos de faculdade. O ator-cineasta e o ex-parlamentar estudaram jornalismo na mesma época na Universidade Federal da Bahia. 

A relação entre eles começou muito antes de Wagner ter se tornado famoso como ator de teatro e novelas da Globo, e Jean vencido a quinta edição do Big Brother Brasil.

Não foi a primeira vez que se beijaram em público. Em setembro de 2014, Wyllys postou uma história pitoresca em sua página no Facebook.

“Como eu não tinha carro naquela época, às vezes Wagner me dava carona até um ponto onde eu pudesse pegar o ônibus que me levaria ao jornal onde eu já trabalhava. Numa dessas caronas, vendo o ponto de ônibus cheio de gente, ele, sem que eu esperasse, na hora de se despedir de mim, em vez de me dar o tradicional beijo no rosto, deu-me um selinho na frente de todo mundo e, em seguida, disse-me ‘agora segura a onda aí’ e partiu às gargalhadas.”

Na mesma mensagem, ele elogiou a postura do amigo. “O envolvimento de Wagner Moura com os debates em torno das questões que interessam à nação não começou com sua atuação em Tropa de Elite. Wagner sempre foi um artista com responsabilidade social, coragem e sem preconceitos (principalmente em relação aos adeptos do Candomblé e à comunidade LGBT).”

Em 2017, eles também se beijaram na boca em evento de apoio a Jean, que, naquele momento, corria o risco de perder o mandato por conta de processo que apurava a cusparada em Jair Bolsonaro.

Wagner Moura apoiou as três eleições disputadas por Wyllys. Agora defende o amigo que se autoexilou na Alemanha após sofrer ameaças de morte no Brasil.

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