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Homem mais rico, ‘seu José’ viveu como um rei longe da mídia

Joseph Safra era um bilionário discreto que não gostava de ostentar riqueza nem se expor

13 dez 2020
11h21
atualizado em 14/12/2020 às 10h06
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O bairro do Morumbi, na zona sul de São Paulo, é sinônimo de mansões. A maior delas foi erguida na década de 1990 pelo banqueiro Joseph Safra, morto na quinta-feira (10), aos 82 anos, de causas naturais. Considerado o homem mais rico do Brasil, com fortuna de R$ 120 bilhões, ele fez de sua casa uma verdadeira fortaleza.

Joseph Safra jamais se deixou flagrar por jornalistas em momentos íntimos com a família
Joseph Safra jamais se deixou flagrar por jornalistas em momentos íntimos com a família
Foto: Reprodução

Em um terreno de 22 mil metros quadrados, a construção em formato de meia lua lembra aquelas cinematográficas vilas particulares no litoral da Itália e da França. São cerca de 130 ambientes distribuídos em cinco andares ligados por escadas suntuosas e elevadores.

A área externa mais parece um parque com variedade de espécies de árvores e plantas. Em um canto do terreno, a piscina olímpica maior do que a metragem de imóveis da vizinhança. Muros de cinco metros de altura e dezenas de seguranças guardam o palacete. A construção custou o equivalente, hoje, a R$ 50 milhões.

Introspectivo, quase tímido, Joseph Safra, que preferia ser chamado de ‘seu José’, reprovava a superexposição. Publicamente, era visto apenas em eventos corporativos e acontecimentos culturais. Evitava a imprensa. Pouco se sabe de sua intimidade.

Ele fazia parte daquele grupo seleto de ricos (muito ricos) adeptos da discrição. Gostam de luxo, aproveitam bem a vida, porém vivem longe dos olhos de curiosos e dos paparazzi. Fazem questão de privacidade total, abominam o exibicionismo, cultivam poucos amigos.

Acima, a fachada da mansão; abaixo, percebe-se a grandiosidade do terreno
Acima, a fachada da mansão; abaixo, percebe-se a grandiosidade do terreno
Foto: Reprodução

Joseph era anfitrião de luxuosos jantares em seu palacete. Boa comida acompanhada de vinhos caros. Havia uma única regra aos convidados: nada de fotos. As incontáveis obras de arte nas paredes refletiam sua alma de mecenas. Fez generosas doações a museus, assim como também ajudou hospitais e escolas. Sempre sem alarde.

Foi dessa maneira, longe dos holofotes, que ele construiu um império financeiro e se fez uma lenda no mundo dos negócios. Era considerado o ‘último dos grandes banqueiros’. Saiu de cena igualmente blindado contra a curiosidade alheia.

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