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De Ratinho a Tralli, Doria faz peregrinação na TV

7 out 2016 - 17h41
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Foto: Sala de TV

Ao ser entrevistado ao vivo no Brasil Urgente, da Band, o prefeito eleito de São Paulo, João Doria, riu quando o âncora José Luiz Datena anunciou, irônico, que criaria o quadro 'Pau no Doria', para fazer reclamações e cobranças contra o "político que não é político".

Datena ainda insistiu para que Doria admitisse a intenção de se lançar candidato a governador do Estado, em 2018, ou de ser vice de Geraldo Alckmin à Presidência. Diplomático, o novo prefeito desconversou, mas não descartou as hipóteses.

Desde a noite de domingo (2), quando venceu a eleição municipal em primeiro turno, o apresentador do Show Business, também na Band, e do Face a Face, na BandNews, se tornou quase onipresente nas principais emissoras da TV aberta.

Foi entrevistado em atrações de estilos distintos como o É Notícia, da RedeTV!, o Jornal da Record News e o Programa do Ratinho.

O novo comandante da maior metrópole da América Latina não foi ao estúdio da Globo para ficar frente a frente com César Tralli, com quem teve ruidoso embate em setembro, quando os principais candidatos foram sabatinados no telejornal.

O novo 'cara a cara' entre Doria e Tralli, com nove minutos de duração, aconteceu por meio de um telão. O âncora não facilitou a vida do prefeito eleito.

Fez várias interrupções para contestar dados passados por Doria e projetos da campanha vencedora, além de demonstrar certa irritação com as respostas longas do prefeito-apresentador: "Te peço pra ser o mais objetivo possível". No final da entrevista, Tralli ainda avisou: "Vamos ficar no seu pé".

A agenda midiática não acabou. Na noite desta sexta-feira (7), João Doria será entrevistado ao vivo no programa de Mariana Godoy na RedeTV!. Outras aparições estão programadas nos próximos dias.

A eleição de Doria, surpreendentemente no primeiro turno, suscita uma análise a respeito do poder da imagem na TV. Quando a campanha começou, o tucano tinha apenas 3% das intenções de voto nas pesquisas.

A ascensão meteórica foi impulsionada pela propaganda política e o desempenho do candidato nos debates - sempre mais preocupado em falar para os telespectadores do que enfrentar os adversários.

A experiência de Doria com as câmeras e na condução de entrevistas, deu a ele uma vantagem explícita sobre os demais candidatos.

O jornalista-empresário se comportou como se comandasse um talk show no qual era ao mesmo tempo apresentador e entrevistado. Funcionou.

Está mais provado do que nunca: a TV é o principal cabo eleitoral numa eleição.

Foto: Sala de TV
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