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Bianca Comparato trabalha em lixão para viver Betânia em 'Av. Brasil'

27 jun 2012 - 14h49
(atualizado às 14h54)
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Márcio Maio

Para compor seus personagens, Bianca Comparato sempre se empenhou ao máximo. Mas, em sua preparação para representar a órfã Betânia de Avenida Brasil, a atriz foi mais fundo. A menina foi criada em um lixão e virou frentista de posto de gasolina. Depois de tudo isso, ainda se passa pela abandonada Rita, vivida por Débora Falabella, para ajudar a amiga em sua vingança contra a ex-madrasta Carminha, de Adriana Esteves. Um conjunto de características que demandaram uma visita a um lixão na Baixada Fluminense, uma tarde separando lixo em uma cooperativa e um mês de trabalho em um posto de gasolina para não fazer feio nas cenas. "Isso foi fundamental para que eu me sentisse segura. Tenho cenas longas, bem difíceis e ensaio muito sozinha para me preparar", explica.

Mas Bianca conta com uma ajuda e tanto dentro de casa para suas cenas. Filha da preparadora vocal e fonoaudióloga Leila Mendes, a atriz aproveitou para definir o jeito de falar de Betânia com o apoio da mãe. As duas, inclusive, costumam trabalhar juntas em todos os trabalhos de Bianca. Ou, pelo menos, quando as agendas de ambas permitem. "Me entendo com minha mãe e acho que nossa parceria rende. No caso da Betânia, por exemplo, ela foi criada no lixão e, depois, foi trabalhar em posto de gasolina. Precisava de uma embocadura diferente da minha. Abri a voz um pouco mais e adotei algumas gírias", conta.

São as cenas em que Betânia se passa por Rita que mais parecem empolgar Bianca. E não só pela proximidade com Adriana Esteves, por quem a atriz nutre grande admiração. Mas principalmente pelo fato de que, dentro da história, ela precisa convencer a vilã deixando sempre uma ponta de insegurança, já que não é uma atriz profissional, mas aparece interpretando. "Nessas horas, subi o tom da personagem. Imagino que as referências da Betânia sobre atuar venham das telenovelas. Então, puxo para o melodrama, algo exagerado e que deixa na Carminha a ideia de que essa menina é meio louca", justifica.

O convite para Avenida Brasil partiu do próprio autor, João Emanuel Carneiro. Bianca já tinha trabalhado em outra novela dele, Cobras & Lagartos, em 2006. Mas um ponto foi decisivo para definir que papel seria mais apropriado para que a atriz interpretasse: sua leve semelhança física com Débora Falabella. "Não é que sejamos parecidas, mas teria de ser alguém que a Carminha pudesse acreditar que fosse mesmo a Rita. Não dava para ser uma mulher com pele morena e cabelo claro, por exemplo", argumenta Bianca.

Além de atuar em Avenida Brasil, Bianca se prepara para a estreia da série O Circo, no canal Multishow, prevista para o segundo semestre. Mas, dessa vez, não como atriz. Assim como o pai, o escritor Doc Comparato, Bianca também se aventura escrevendo. O Circo é um "mockumentário" - documentário que não é real, tem uma história falsa, feita por roteiristas - sobre os 30 anos do Circo Voador, palco de grandes eventos culturais no Rio de Janeiro, inaugurado em outubro de 1982. "A gente pega material bruto colhido de depoimentos reais, vê o que tem potencial e transforma em história. E é aí que está a parte divertida: até onde eu inventei e até onde é verdade", adianta ela, que escreveu com Alexandre Rossi e Felipe Barrenco.

Começo Britânico

Bianca começou a estudar Teatro em uma escola britânica carioca. Lá, se destacou e foi indicada para fazer parte de um curso baseado na obra de William Shakespeare ministrado em Londres. Apesar de ser destinado apenas a adultos, Bianca foi tão bem recomendada que conquistou a vaga no curso com apenas 15 anos. Mas isso não foi suficiente para que adotasse a carreira. A estreia só aconteceu dois anos depois, por acaso, quando foi visitar uma amiga em um teatro e foi convencida por Leonardo Brício a fazer um teste para o espetáculo "O Ateneu", que o ator dirigia na época. "Levei o texto para casa, voltei no dia seguinte e passei. A partir dali é que eu vi que queria mesmo trabalhar com isso", recorda.

O reconhecimento na televisão também ocorreu de maneira atípica. Depois de atuar no longa Anjos do Sol, a atriz cortou os cabelos bem curtos. Tudo para se livrar de um permanente que tinha feito. E, logo em seguida, foi convidada para um teste para a novela Belíssima. Estava com a autoestima "no pé", como ela mesma diz, mas decidiu que tentaria. Mal sabia que a personagem em disputa, Maria João, era uma menina que se achava feia e era apaixonada por teatro. "Acho que já cheguei naquele clima. Tanto que fui a primeira a entrar, fiz só uma vez e me liberaram. Achei que não tinham curtido, mas depois me ligaram e avisaram que o papel era meu", lembra ela, que já tinha feito participações no seriado Carga Pesada e na novela Senhora do Destino.

Bianca Comparato, entre plantas, close, TV Press
Bianca Comparato, entre plantas, close, TV Press
Foto: Luiza Dantas/ Carta Z Notícias / TV Press
Fonte: TV Press
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