‘BBB26’ se torna cansativo, depende de agressões e indica que 100 dias são um erro
Edição entra na reta final menos atrativa devido à mesmice dos participantes e do roteiro
Na segunda-feira (23) aconteceu mais um ‘Sincerão’. Outro ‘show’ de troca de ofensas e humilhações.
O ‘BBB26’ passou a depender desse entretenimento tóxico, nocivo à saúde mental dos participantes, para divertir o público sádico.
De resto, tudo se tornou previsível e monótono. A repetição das lideranças entre Jonas e Cowboy contribuíram para a sensação de vazio narrativo.
A edição começou ágil e surpreendente. Manteve-se assim até o início de março. Depois, um dia passou a ser a reprodução de outro.
Esse problema de ritmo ressalta a duração excessiva: 100 dias é tempo demais. A Globo insiste pela oportunidade de esticar o faturamento, mas sacrifica o conteúdo e esvazia a reta final.
Edições consideradas perfeitas foram mais enxutas: o ‘BBB5’, vencido por Jean Wyllys, teve 79 dias, e o ‘BBB7’, com Diego Alemão campeão, 85.
Com Juliette no ‘BBB21’ foram arrastados 99 dias, porém, surpresas quebravam a rotina, como a eliminação de um dos favoritos, Gil do Vigor, pouco antes da final.
Uma solução para recuperar o fôlego perdido do ‘BBB26’ seria investir em mais provas, visitas de famosos, dinâmicas inéditas com humor ao invés de violência verbal.
Mas depende da produção, que parece igualmente cansada.
Aliás, no último 'Sincerão', Tadeu Schmidt demonstrou impaciência nunca vista antes e foi criticado nas redes sociais.
Será que até o apresentador está exausto de ver mais do mesmo?