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Rua no Litoral Gaúcho é bloqueada para garantir a reprodução de Tartarugas

Medida ambiental de longo prazo visa proteger a espécie Trachemys dorbigni contra atropelamentos nas margens da Lagoa do Marcelino até março de 2027.

14 out 2026 - 18h08
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Resumo
A Prefeitura de Osório, no litoral gaúcho, bloqueou um trecho da Rua Altair Mason até março de 2027 para proteger o ciclo reprodutivo da tartaruga-tigre-d'água. A medida evita o atropelamento dos répteis durante a desova às margens da Lagoa do Marcelino. Biólogos recomendam que a população não manuseie os animais nem tente levá-los para a água, pois o retorno das tartarugas ocorre de forma autônoma após a postura dos ovos.

A Prefeitura de Osório implementou uma importante medida de preservação ambiental no litoral norte gaúcho com o bloqueio preventivo de um trecho da Rua Altair Mason, localizada no bairro Porto Lacustre. A intervenção viária, executada pelo setor de Trânsito da Secretaria Municipal de Obras, tem como objetivo principal impedir a circulação de veículos automotores durante o período crítico de desova das tartarugas que habitam a região da Lagoa do Marcelino.

Foto: Divulgação/Prefeitura de Osório / Porto Alegre 24 horas

A interrupção do tráfego atende a uma solicitação formal da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Gestão Territorial e concentra-se na altura dos fundos da Escola Estadual Prudente de Morais, próximo ao campo de futebol local. O bloqueio permanecerá em vigor de forma contínua até março de 2027, período necessário para cobrir integralmente o ciclo reprodutivo dos animais que buscam as margens da lagoa para a construção de ninhos e postura de ovos.

O animal em questão é a espécie Trachemys dorbigni, amplamente conhecida pela população como tartaruga-tigre-d'água, tartaruga-tigre ou tartaruga-verde-e-amarela, pertencente à família Emydidae. Durante esta época do ano, o deslocamento terrestre dos répteis rumo aos locais de desova acentua o risco de atropelamentos nas vias públicas adjacentes, tornando o isolamento do tráfego uma estratégia essencial para a manutenção da biodiversidade local.

Para garantir o sucesso da reprodução sem interferências humanas indesejadas, a equipe de biólogos do município emitiu recomendações estritas aos moradores e frequentadores da área. A orientação técnica é para que ninguém manuseie ou tente reconduzir os animais de volta à água por conta própria, visto que, após concluírem a postura nos ninhos, as tartarugas realizam o retorno natural à Lagoa do Marcelino de forma autônoma.

Porto Alegre 24 horas
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