Quem são os escritores e livros mais banidos nos Estados Unidos em 2025?
Relatório realizado pela PEN América investiga o banimento de livros em escolas públicas nos Estados Unidos; O clássico distópico 'Laranja Mecânica' encabeça a lista dos mais censurados no ano letivo de 2024-2025
O cenário da liberdade de expressão nas escolas públicas dos Estados Unidos permanece sob intensa pressão. Um relatório divulgado nesta quarta-feira, 1º, pela PEN América, organização que defende a livre expressão, revela que a prática de banir livros se tornou uma tática normalizada e disseminada no país.
A organização registrou quase 23 mil casos registrados desde 2021. São livros que estavam disponíveis para estudantes, mas que foram retirados de circulação ou tiveram o acesso restringido a partir de decisões administrativas ou pressões de parlamentares.
Os alvos das censuras são principalmente os livros que abordam questões de raça, racismo, personagens não-brancos e temas LGBTQ+, além de obras com referências sexuais ou que discutem violência sexual. Entre os autores mais censurados, estão nomes importantes da literatura como Ellen Hopkins, Stephen King e Sarah J. Maas.
No ano letivo de 2024-2025, a PEN América documentou 6.870 casos de banimento de livros, afetando quase 4 mil títulos únicos. Pelo terceiro ano consecutivo, a Flórida foi o estado com o maior número de proibições, totalizando 2.304 casos, seguida pelo Texas, com 1.781, e Tennessee, com 1.622.
Empatados em segundo lugar, com 20 banimentos cada, estão Sem ar, de Jennifer Niven, uma história de amor e amadurecimento, e Sold (sem tradução para o Brasil), de Patricia McCormick, que narra a história de uma menina de 13 anos vendida para a prostituição no Nepal.
Confira a lista completa dos 15 livros mais banidos, de acordo com o Índice de Banimento de Livros Escolares da PEN América:
- Laranja Mecânica (Editora Aleph), de Anthony Burgess
- Sem Ar (Editora Seguinte), de Jennifer Niven
- Sold (sem tradução no Brasil), de Patricia McCormick
- A Noite Passada no Telegraph Club (Verus Editora), de Malinda Lo
- Corte de Névoa e Fúria (Galera Record), de Sarah J. Maas
- Crank (sem tradução no Brasil), de Ellen Hopkins
- Para Sempre... (Editora Rocco), de Judy Blume
- As Vantagens de Ser Invisível (Editora Rocco), de Stephen Chbosky
- Wicked (DarkSide), de Gregory Maguire
- Nem Todos os Meninos são Azuis (Moinhos), de George M. Johnson
- Corte de Espinhos e Rosas (Galera Record), de Sarah J. Maas
- Damsel (sem tradução no Brasil), de Elana K. Arnold
- DUFF (Editora Globo Alt), de Kody Keplinger
- Dezenove Minutos (Verus), de Jodi Picoult
- Tempestade e Fúria (Inside), de Jennifer L. Armentrout
Os autores mais atingidos pelas censuras
O relatório aponta que, durante o ano letivo de 2024-2025, a censura de livros afetou o trabalho de 2.308 autores. As obras dos dez autores mais banidos, conforme este ranking, representam 13% de todos os casos de banimento registrados no período.
Ellen Hopkins, que normalmente trata de temas difíceis e comuns na adolescência, e Stephen King, considerado o "Rei do Terror", encabeçam o ranking dos autores mais censurados no período, com 51 títulos censurados cada um deles. A best-seller Sarah J. Maas, aparece na terceira posição, com 50 banimentos.
Confira abaixo a lista dos 15 autores mais banidos das escolas dos Estados Unidos no ano letivo de 2024-2025:
- Ellen Hopkins (51 banimentos)
- Stephen King (51 banimentos)
- Sarah J. Maas (50 banimentos)
- Elana K. Arnold (32 banimentos)
- Anthony Burgess (23 banimentos)
- Jennifer Niven (20 banimentos)
- Patricia McCormick (20 banimentos)
- Malinda Lo (19 banimentos)
- Jodi Picoult (17 banimentos)
- Judy Blume (17 banimentos)
- Stephen Chbosky (17 banimentos)
- Gregory Maguire (17 banimentos)
- George M. Johnson (16 banimentos)
- Kody Keplinger (16 banimentos)
- Jennifer L. Armentrout (16 banimentos)