Script = https://s1.trrsf.com/update-1770314720/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Quem mais lê no Brasil: Pretos e pardos lideram consumo de livros em 2025; veja os dados

País ganha 3 milhões de novos compradores em 2025; Sudeste e Nordeste concentram leitores e WhatsApp lidera entre plataformas de compra

26 mar 2026 - 12h26
Compartilhar

Regiões concentram leitores

O estudo também mostra diferenças regionais. O Sudeste reúne a maior parcela de consumidores de livros no País, seguido pelo Nordeste. As duas regiões também lideram entre os compradores que utilizam redes sociais como canal de compra, concentrando 38% e 31% desse público, respectivamente.

Redes sociais ampliam alcance

O ambiente digital aparece como elemento central no comportamento do leitor. Mais da metade dos consumidores (56%) afirma realizar compras por meio das redes sociais.

Entre as plataformas, o WhatsApp lidera com 73% de uso entre leitores, seguido por Instagram (63,2%) e TikTok (20,4%). Facebook (14,2%), Kwai (8%) e X (5,8%) aparecem na sequência.

O uso varia conforme o perfil: o TikTok tem maior presença entre jovens, especialmente mulheres de 18 a 24 anos, enquanto o Facebook é mais frequente entre consumidores mais velhos.

WhatsApp e Instagram lideram entre redes usadas por leitores
WhatsApp e Instagram lideram entre redes usadas por leitores
Foto: Tiago Queiroz/Estadão / Estadão

Descoberta e interesse por livros

O interesse por lançamentos também é expressivo: 70% dos consumidores afirmam acompanhar novidades. Os principais canais de descoberta são sites de compras (34%), indicações de pessoas próximas (30%), livrarias (24%) e criadores de conteúdo (22%).

Entre os gêneros, a ficção — especialmente títulos voltados ao público jovem adulto — teve papel relevante no crescimento do consumo, em sintonia com o avanço das comunidades digitais de leitura. Em 2025, O Segredo Final, de Dan Brown, foi o livro de ficção mais vendido do País.

Os livros de colorir também se destacam: 7,1% da população adulta, cerca de 11 milhões de pessoas, compraram ao menos um exemplar em 2025, o que representa 40% dos consumidores de livros. Nessa categoria, Do dia para a noite, de Bobbie Goods, liderou as vendas no Brasil.

Indicações, sites de compras e criadores de conteúdo estão entre os principais meios de descoberta de novos títulos
Indicações, sites de compras e criadores de conteúdo estão entre os principais meios de descoberta de novos títulos
Foto: Daniel Teixeira/Estadão / Estadão

"A gente sabe que o livro de colorir tem um peso grande aqui, mas a gente também sabe pelos dados do varejo, que a categoria fixa também impulsiona esse crescimento muito puxada pela categoria chamada Young Adult", diz Mariana.

Compra híbrida e experiência

O comportamento de compra é dividido entre canais. Na última aquisição de livro impresso, 53% dos consumidores compraram online e, 47%, presencialmente.

Mesmo com o avanço digital, as livrarias mantêm relevância simbólica e prática: 53% dos consumidores as veem como espaços para relaxar e explorar, enquanto 46% associam o ambiente à conexão com cultura e conhecimento.

Livraia Aigo, na galeria da Rua Ribeiro de Lima, bairro do Bom Retiro, em SP
Livraia Aigo, na galeria da Rua Ribeiro de Lima, bairro do Bom Retiro, em SP
Foto: Tiago Queiroz/Estadão / Estadão

Entre os pontos de venda físicos, a livraria Leitura aparece como a mais citada pelos consumidores, seguida por livrarias de bairro e Nobel.

Para a CBL, o cenário reforça o papel do livro como experiência cultural e aponta a necessidade de fortalecer políticas de acesso e incentivo à leitura.

Livros ainda disputam espaço

Apesar do crescimento, os livros seguem atrás de outras categorias de consumo. Roupas lideram (55%), seguidas por celular (27%) e ingressos de cinema (21%). Os livros aparecem com 18%, indicando espaço para expansão dentro do consumo cultural.

Quem ainda não consome livros

Apesar do crescimento no número de compradores, a maioria dos brasileiros não adquiriu livros no período analisado. Entre os que não compram livros, os principais motivos apontados são falta de interesse pela leitura, preferência por outras formas de entretenimento e questões relacionadas ao custo.

O estudo também indica barreiras ligadas ao hábito: parte dos entrevistados afirma não ter o costume de ler ou não encontrar títulos que despertem interesse.

Falta de interesse e preferência por outros formatos de entretenimento estão entre os principais motivos para não consumir livros
Falta de interesse e preferência por outros formatos de entretenimento estão entre os principais motivos para não consumir livros
Foto: Daniel Teixeira/Estadão / Estadão

Os dados mostram ainda que o distanciamento do consumo de livros não está ligado a um único fator, mas a uma combinação de acesso, repertório e engajamento. Para o setor editorial, o desafio passa por ampliar o alcance e criar estratégias que aproximem novos públicos da leitura.

Metodologia

A pesquisa ouviu 16 mil pessoas com 18 anos ou mais em todas as regiões do País e diferentes perfis socioeconômicos. O levantamento foi realizado entre 13 e 19 de outubro de 2025, com margem de erro de 0,8 ponto percentual e nível de confiança de 95%.

"Para ser considerado um consumidor de livro, essa pessoa precisa ter comprado ao menos um exemplar nos últimos 12 meses. A gente sabe que o livro tem um apelo, normalmente quando a gente fala de livro as pessoas se sentem mais inteligentes, então, essas pessoas quando respondem a essa pesquisa, elas não sabem exatamente por que elas estão respondendo", explica Mariana.

Estadão
Compartilhar
TAGS
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra