Quem foi Gracindo Jr., ator e diretor que morreu aos 83 anos
Artista participou da inauguração da TV Globo e construiu uma trajetória de mais de seis décadas no rádio, no teatro, no cinema e na televisão.
O ator e diretor Gracindo Jr. morreu de causas naturais aos 83 anos no Rio de Janeiro. Filho de Paulo Gracindo, iniciou sua carreira no rádio e tornou-se pioneiro da TV Globo em 1965, integrando o primeiro elenco da emissora. Com mais de seis décadas de trajetória artística no teatro, cinema e televisão, ele marcou presença em obras icônicas como O Casarão, O Bem-Amado, Dona Beija e Rei Davi, além de ter dirigido produções consagradas como Os Trapalhões e o Sítio do Picapau Amarelo.
O ator e diretor Gracindo Jr. morreu na noite da terça-feira, 1º de setembro, aos 83 anos, em casa, no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pelo filho do artista, Pedro Gracindo.
De acordo com informações divulgadas posteriormente pela TV Globo, a morte ocorreu por causas naturais. Gracindo deixa a esposa, Daisy Poli, com quem viveu por quase 50 anos, e cinco filhos.
O velório está marcado para quinta-feira, 3 de setembro, a partir das 12h10, no Crematório e Cemitério da Penitência, na Zona Portuária do Rio de Janeiro. A cremação está prevista para as 14h10.
Trajetória começou no rádio
Epaminondas Xavier Gracindo nasceu no Rio de Janeiro, em 21 de maio de 1943. Filho do ator Paulo Gracindo, começou a carreira aos 15 anos, depois de fazer um teste para trabalhar na Rádio Nacional.
Na emissora, atuou como ator, redator e disc-jóquei. Ele chegou a cursar Psicologia, mas decidiu se dedicar profissionalmente ao rádio, ao teatro, à televisão e ao cinema.
Gracindo Jr. estreou nos palcos no início da década de 1960, na montagem de "A Escada". Em 1964, foi afastado da Rádio Nacional durante a ditadura militar, ao lado de outros artistas, em razão da militância política.
Pioneiro da TV Globo
Contratado antes mesmo da inauguração da TV Globo, Gracindo integrou o primeiro elenco da emissora em 1965. Um dos primeiros trabalhos foi na novela "Rosinha do Sobrado", a segunda produção do gênero exibida pelo canal.
Na televisão, participou de novelas como "O Bem-Amado", "Os Ossos do Barão", "O Casarão", "Mandala", "O Salvador da Pátria", "Rainha da Sucata", "Deus nos Acuda", "Explode Coração", "Anjo de Mim" e "Celebridade".
Em "O Casarão", de 1976, Gracindo Jr. e Paulo Gracindo interpretaram o mesmo personagem, João Maciel, em diferentes momentos da vida. Pai e filho também trabalharam juntos em produções como "O Bem-Amado" e "Os Ossos do Barão".
Ator e diretor
Na extinta TV Manchete, Gracindo interpretou Dom Pedro I em "A Marquesa de Santos" e Antônio Sampaio em "Dona Beija", novela na qual contracenou com Maitê Proença.
O artista também trabalhou na Record, em produções como "Cidadão Brasileiro", "Poder Paralelo" e "Rei Davi". Nesta última, exibida em 2012, interpretou o rei Saul.
Atrás das câmeras, dirigiu novelas, episódios do "Sítio do Picapau Amarelo", o programa "Os Trapalhões" e alguns dos primeiros videoclipes produzidos para o "Fantástico". No teatro, atuou, dirigiu e produziu dezenas de espetáculos durante mais de seis décadas de carreira.
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