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Por que a audição fica comprometida em altas altitudes?

A audição muda bastante quando alguém sobe para regiões muito altas. Em aviões, montanhas ou cidades em grande altitude, muitas pessoas sentem o ouvido "tampar". Essa mudança não acontece por acaso. O corpo reage à variação de pressão atmosférica e tenta se adaptar para manter o equilíbrio interno, principalmente na região do ouvido médio. Esse […]

11 jan 2026 - 07h03
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A audição muda bastante quando alguém sobe para regiões muito altas. Em aviões, montanhas ou cidades em grande altitude, muitas pessoas sentem o ouvido "tampar". Essa mudança não acontece por acaso. O corpo reage à variação de pressão atmosférica e tenta se adaptar para manter o equilíbrio interno, principalmente na região do ouvido médio.

Esse fenômeno costuma causar estranhamento em quem não tem contato frequente com grandes altitudes. Mesmo assim, trata-se de uma reação esperada do organismo. O ar fica mais rarefeito, a pressão diminui e o sistema auditivo precisa se ajustar. Quando essa adaptação não ocorre de forma adequada, a audição fica comprometida, ainda que de maneira temporária na maioria dos casos.

audição – depositphotos.com / IgorVetushko
audição – depositphotos.com / IgorVetushko
Foto: Giro 10

O que acontece com o ouvido em grandes altitudes?

Para entender por que a audição se altera em altas altitudes, é importante observar o funcionamento do ouvido médio. Essa região fica atrás do tímpano e se conecta ao nariz e à garganta por meio da tuba auditiva. Essa pequena estrutura permite a entrada e saída de ar. Dessa forma, ela ajuda a equilibrar a pressão entre o ambiente externo e o interior do ouvido.

Em locais altos, a pressão do ar cai rapidamente. O ar que permanece preso no ouvido médio mantém uma pressão diferente da externa. Assim, o tímpano sofre uma espécie de empurrão. Ele pode se deslocar para dentro ou para fora. Esse movimento altera a forma como ele vibra diante dos sons. Por consequência, a percepção auditiva fica distorcida ou reduzida.

Por que a audição fica comprometida em altas altitudes?

A expressão "audição comprometida em altas altitudes" descreve um conjunto de sintomas comuns. Nesses ambientes, a tuba auditiva muitas vezes não abre com facilidade. Ela encontra resistência, principalmente em subidas rápidas, como em decolagens de avião ou em viagens de carro por serras íngremes. Sem essa abertura, o ar não circula como deveria.

Esse bloqueio afeta diretamente a audição. A pessoa costuma relatar sensação de pressão, chiado ou abafamento. Em alguns casos, ela percebe dificuldade para escutar sons agudos. Além disso, o cérebro precisa decifrar sinais sonoros que chegam com menor intensidade. Essa combinação gera a impressão de "ouvido surdo" ou parcialmente fechado.

Alguns fatores aumentam o risco de alteração auditiva em altitude elevada:

  • Resfriados, gripes ou rinite, que incham as mucosas nasais.
  • Alergias respiratórias com congestão persistente.
  • Histórico de otite média recorrente.
  • Desvios no septo ou outras alterações anatômicas.

Quais sintomas indicam problema auditivo em altitude?

Os sinais mais frequentes surgem ainda durante a subida. A pessoa sente estalos no ouvido, pressão interna e leve dor. Em muitos casos, o sintoma principal é a audição reduzida. Às vezes, o chiado também aparece. Essa alteração recebe o nome de barotrauma de ouvido quando a pressão causa lesão no tímpano ou nas estruturas próximas.

Os sintomas mais relatados incluem:

  1. Sensação de ouvido tampado ou cheio.
  2. Redução temporária da audição.
  3. Dor leve ou moderada na região do ouvido.
  4. Estalos repetidos durante a subida ou descida.
  5. Ruídos internos, como zumbido ou chiado.

Em situações mais graves, o tímpano pode sofrer dano. Isso costuma ocorrer em mergulhos profundos ou em variações de pressão muito bruscas. Porém, em viagens comuns, o problema geralmente permanece limitado ao desconforto. Mesmo assim, especialistas recomendam atenção, principalmente quando os sintomas persistem após o retorno a altitudes menores.

avião -depositphotos.com / Ai825
avião -depositphotos.com / Ai825
Foto: Giro 10

Como aliviar o desconforto auditivo em grandes altitudes?

A pessoa pode adotar algumas medidas simples para reduzir o impacto da altitude na audição. Essas estratégias ajudam a abrir a tuba auditiva e equilibrar a pressão interna do ouvido. Por isso, elas costumam trazer alívio rápido. Ainda assim, o ideal envolve sempre a orientação profissional, principalmente se o quadro se repete com frequência.

Entre os cuidados mais utilizados, destacam-se:

  • Mastigar chiclete durante a subida e a descida em voos.
  • Bocejar repetidas vezes para movimentar a musculatura da tuba auditiva.
  • Engolir saliva com frequência, de forma lenta e contínua.
  • Evitar viagens em altitude alta durante crises de sinusite intensa.
  • Usar descongestionantes apenas com indicação médica.

Profissionais de saúde orientam atenção redobrada em crianças e bebês. Eles não conseguem explicar o incômodo com clareza. Assim, os adultos responsáveis precisam observar sinais como choro constante durante voos ou trajetos em serra. O uso de mamadeira ou chupeta na decolagem e no pouso ajuda a estimular a deglutição. Dessa forma, a equalização da pressão ocorre com mais facilidade.

Cuidados de longo prazo com a audição em altitude

Quem trabalha com frequência em ambientes de grande altitude, como pilotos, comissários ou guias de montanha, precisa de acompanhamento regular. Exames auditivos periódicos permitem detectar alterações precoces. Além disso, orientações específicas ajudam a prevenir barotraumas repetidos. Com isso, o sistema auditivo tende a sofrer menos impacto ao longo dos anos.

Em resumo, a audição fica comprometida em altas altitudes principalmente por causa da diferença de pressão entre o ambiente externo e o ouvido médio. Esse desajuste afeta o tímpano e modifica a forma como o som chega ao cérebro. Com cuidados simples e atenção aos sinais do corpo, a maioria dos episódios se limita a um desconforto passageiro. Quando o incômodo persiste, a avaliação com otorrinolaringologista torna-se essencial para preservar a saúde auditiva.

Giro 10
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